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Cícero Lucena recebe certificação nacional e projeta ampliação de ações para autistas

O prefeito Cícero Lucena recebeu, nesta quinta-feira (2), certificado do Movimento Orgulho Autista Brasil (Moab), em reconhecimento a defesa dos direitos dessa população em João Pessoa, com destaque para o acolhimento nas escolas municipais, realização de programas de inclusão e eventos que dão visibilidade à causa. Durante a solenidade realizada no Centro Administrativo Municipal (CAM), em Água Fria, o gestor afirmou que a prefeitura vai ampliar suas iniciativas nesse segmento e focar, também, no cuidado com autistas que visitam João Pessoa, para que a cidade continue sendo referência para o Brasil.

“A primeira reunião do ano, tendo a felicidade de receber uma certificação nacional de prefeito amigo dos autistas. Isso só aumenta a nossa responsabilidade e o nosso compromisso de desenvolver, cada vez mais, projetos inclusivos para a nossa cidade. Se ano passado nós conseguimos avançar muito na causa autista, esse ano a gente vai não só consolidar como ampliar ainda mais, seja acolhendo mais crianças nas escolas, reeditando eventos como a Autismo Run, a Tardezinha Inclusiva, como preparar ainda mais nossos serviços para acolher as pessoas que vêm de fora”, destacou o prefeito.

O encontro contou com a presença do diretor executivo da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), Marcus Alves, que coloca em prática o projeto ‘Tardezinha Inclusiva’, do presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil, Edilson Barbosa, e de Hosana Carneiro, presidente da Associação Paraibana de Autismo (APA). Na pauta, o fortalecimento das ações já colocadas em prática na Capital e fortalecê-las para incluir mais autistas e setorizar dentro da prefeitura, de modo que a causa esteja presente em toda a cidade.

“Nós desenvolvemos a Tardezinha Inclusiva já há três anos, que inclusive deu o prêmio ao prefeito Cícero Lucena de prefeito Orgulho Autista Brasil. E, neste ano de 2025, a gente tende a fortalecer essa política e ampliar ela para várias outras áreas, inclusive com reverberação para a questão da inclusão junto ao turismo, com capacitação de profissionais da rede, de profissional de turismo para que todos possam se capacitar para acolher a pessoa autista”, detalhou Marcus Alves.

Referência – O Movimento Orgulho Autista Brasil está presente em todas as regiões do País, acompanhando as ações que são colocadas em prática em termos de políticas públicas. O presidente da entidade, Edilson Barbosa, disse que João Pessoa é referência. “O prefeito Cícero Lucena foi escolhido pelas políticas públicas implementadas na cidade. Já ganhou o Prêmio Orgulho Autista Brasil e o Prêmio Amigo do Autismo. Um reconhecimento merecido, que acaba servindo de referência para outras cidades”, afirmou.

A presidente da Associação Paraibana de Autismo, Hosana Carneiro, também exaltou os avanços de políticas públicas na Capital, que também beneficiam cidades da região metropolitana, num movimento que deve ser fortalecido ainda mais. “Nós discutimos sobre a corrida dos autistas, sobre o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, as políticas de inclusão através da cultura e também na saúde, educação, que consideramos bem avançadas na cidade. Então, o fortalecimento do Movimento Orgulho Autista Brasil em toda a Paraíba, onde a gente vai também acolher outras cidades, além de João Pessoa. Na nossa Tardezinha Inclusiva, por exemplo, recebemos pessoas de Santa Rita, Cabedelo, Bayeux, Pedras de Fogo. Então, assim, o prefeito nos pediu que a gente amplie o nosso projeto, mostre para mais as pessoas”, disse.




Proposta do Congresso sobre emendas prevê ampliação de dinheiro direcionado a parlamentares; saiba mais

Vista do prédio do Congresso Nacional em Brasília

A proposta do Congresso Nacional para dar mais transparência às emendas parlamentares prevê a correção anual do montante pela regra geral do arcabouço fiscal, o que significa reajustes acima da inflação. O texto menciona que a aplicação deve priorizar projetos e programas indicados previamente pelos governos.

O projeto de lei foi protocolado na sexta-feira (25) pelo senador Ângelo Coronel (PSD-BA), relator do Orçamento de 2025, para tentar atender à decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de dar mais transparência à aplicação do dinheiro daqui para frente.

Atualmente, o valor total das emendas parlamentares é calculado a partir da RCL (Receita Corrente Líquida): 2% para as individuais e 1% para as de bancada. Não há regra de crescimento para as emendas de comissão.

Pelo projeto, a correção anual do valor à disposição do Congresso permite o aumento de até 2,5% acima da inflação —mudança que vem sendo defendida abertamente pelos parlamentares a integrantes dos outros Poderes.

A proposta também define que as emendas de comissão sejam aprovadas pelos respectivos colegiados, com divulgação em ata. O texto não deixa claro se cada parlamentar será identificado individualmente.

As emendas de comissão, avolumadas com o fim das emendas de relator, foram um dos principais alvos do ministro do STF Flávio Dino, relator do caso, na decisão que suspendeu o pagamento dos recursos e cobrou mais transparência do Congresso.

O Congresso admitiu atender à demanda do ministro e identificar os parlamentares autores das emendas de comissão que já foram indicadas —e estão bloqueadas. Apesar disso, ainda há dúvidas se haverá uma transparência ampla dos autores.

Esse projeto de lei, se aprovado, valerá apenas para as próximas indicações.

Oficialmente, parlamentares sugerem a destinação de recursos para os presidentes das comissões, e eles repassam a demanda para o governo sem a assinatura de quem fez o pedido original. Dino chamou essa figura de “patrocinador” da emenda.

O texto proposto por Coronel também inclui enviar metade das emendas de comissão na saúde. Hoje, a obrigatoriedade já existe para as emendas individuais.

Os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) se reuniram na quarta (23) por cerca de uma hora e meia com o ministro Jorge Messias (Advocacia-Geral da União), Dino e o presidente do STF, Luís Roberto Barroso.

Após o encontro, as autoridades afirmaram, em comunicado conjunto, que o projeto de lei deve ser votado na semana que vem tanto no Senado como na Câmara. A partir disso, Dino vai “avaliar a continuidade da execução das emendas parlamentares”.

Governo e o Congresso devem criar uma comissão para identificar a autoria das emendas de comissão já executadas pelo governo. A ideia das cúpulas dos Poderes é pedir que os parlamentares se apresentem voluntariamente para comunicar quais emendas são de sua autoria.

O projeto de lei prevê que as chamadas “emendas Pix” —modalidade em que hoje o dinheiro é transferido diretamente para os caixas das prefeituras sem indicação de projeto— sejam enviadas prioritariamente para obras inacabadas.

O parlamentar também deverá informar o objeto e o valor da transferência ao indicar o ente beneficiado —que, por sua vez, deve apresentar conta bancária específica para receber o dinheiro.

O texto define ainda que deve haver no máximo oito emendas estaduais de bancada, uma forma de tentar “evitar a fragmentação dos recursos e assegurar a efetividade dos projetos financiados”, como justifica Coronel na proposta.

 

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