João Azevêdo terá reunião com Alckmin e PSB para discutir espaços no governo de Lula

João Azevêdo (PSB), governador reeleito da Paraíba, em entrevista à Rede Mais

O governador João Azevêdo (PSB) considerou natural que o seu partido tenha espaço no novo governo do ex-presidente Lula (PT). No entanto, o gestor ressaltou nunca ter tratado como “prioridade” a questão de cargos.

“É natural que o espaço do PSB seja importante, até porque o vice-presidente é do PSB. Ainda não sentamos, sequer estamos numa fase de transição, o presidente Lula delegou a Geraldo (Alckmin) essa função”, explicou o governador.

Ele revelou ter uma agenda programada em Brasília com o PSB e com o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin para tratar de pautas políticas e espaços.

Questionado sobre uma possível participação da deputado estadual Pollyanna Dutra no governo federal, João afirmou que ela poderia ocupar qualquer lugar, mas ressaltou que o mais importante é manter uma relação de respeito e “republicanidade”.

 




“Tempo de unir forças para reconstruir o Brasil” diz João ao dar boas-vindas a Alckmin no PSB

Governador João Azevêdo frisou que a política nos dias de hoje pede que interesses individuais sejam deixados de lado e que o que vale é a união de forças em prol de uma país melhor.

“Seja bem-vindo, @geraldoalckmin. É tempo de virar a página das disputas com interesses individuais e unir forças para reconstruir o Brasil. O @PSBNacional40 se fortalece com a sua chegada para seguir adiante nas lutas do povo”, publicou João Azevêdo. (Foto: Secom-PB/Arquivo)

 

O governador João Azevêdo se manifestou, na tarde dessa sexta-feira (18), nas redes sociais sobre a filiação de Alckmin. O gestor paraibano, já filiado ao PSB, deu boas vindas ao futuro colega de legenda, Geraldo Alckmin, que deve ser o vice de Lula na pré-candidatura à Presidência da República.

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou também nas redes sociais, na manhã desta sexta-feira, que irá se filiar ao PSB.

“Seja bem-vindo, @geraldoalckmin. É tempo de virar a página das disputas com interesses individuais e unir forças para reconstruir o Brasil. O @PSBNacional40 se fortalece com a sua chegada para seguir adiante nas lutas do povo”, publicou João Azevêdo, no Twitter, em resposta à publicação de Geraldo Alckmin




Alckmin pode se filiar ao Solidariedade para ser vice na chapa de Lula em 2022

De saída do PSDB, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin disse a aliados que não quer ser um “peso” para nenhum partido e estuda, agora, a possibilidade de migrar para o Solidariedade, a fim de fazer dobradinha com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022. Alckmin ainda negocia com o PSB, mas as exigências feitas pela legenda para aceitá-lo como vice na chapa de Lula ao Palácio do Planalto têm provocado mal-estar antes mesmo do casamento de papel passado.

A filiação ao Solidariedade surgiu como alternativa e vem sendo tratada com sigilo. Após participar nesta quarta-feira do 9º Congresso da Força Sindical – braço do Solidariedade -, Lula foi questionado por antigos companheiros de sindicalismo, a portas fechadas, se a aliança com Alckmin para 2022 era mesmo um desejo a ser perseguido.

“Ele foi bom governador em São Paulo e compor chapa com ele será bom para o Brasil. Continuem articulando. Eu quero”, respondeu o ex-presidente, de acordo com relatos de três participantes do encontro.

Cinco dias antes, na sexta-feira, Lula havia se reunido com Alckmin na casa do ex-secretário Gabriel Chalita, em São Paulo, com a presença do ex-prefeito Fernando Haddad, pré-candidato do PT ao governo paulista. A conversa, como não poderia deixar de ser, passou por ácidas críticas ao governo de Jair Bolsonaro. Nessas ocasiões, Lula só poupa o presidente do Banco Central, Roberto Campos Netto, por quem tem simpatia.

O PT já começou a montar a coordenação da campanha. O publicitário baiano Raul Rabelo, que em 2018 assinou o programa de TV de Haddad, ao lado de Otávio Antunes, é agora o nome mais cotado para ser o marqueteiro de Lula.

Interessado em ser vice na chapa, Alckmin tem dito que o PSB jogou à mesa exigências muito difíceis para fechar o acordo. O partido quer, por exemplo, que o PT apoie seus candidatos aos governos de São Paulo, Rio, Espírito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Acre. A cúpula petista já avisou o PSB que não aceita abrir mão de Haddad em São Paulo.

Diante dos obstáculos, amigos de Alckmin começaram a pressioná-lo para desistir da dobradinha com Lula e disputar o Palácio dos Bandeirantes pelo PSD de Gilberto Kassab. Ele ainda resiste.

Impasse

Foi nesse cenário de impasse que o deputado Alexandre Padilha (PT-SP) deu ao colega Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, a ideia de convidar Alckmin para se filiar. Lula incentivou o movimento. “Eu já tinha chamado o Alckmin lá atrás. Reafirmei agora o convite para ele entrar no Solidariedade, com o objetivo de ser candidato a vice do Lula. Se ele quiser, vou trabalhar para isso”, disse Paulinho ao Estadão/Broadcast.

A entrada de Alckmin como candidato a vice, porém, está longe de ser unanimidade no PT. “Para uma campanha aguerrida como a que será a de 2022, vamos ter um anestesista como vice?”, ironizou o deputado Rui Falcão (SP), ex-presidente do PT, numa referência à profissão do ex-governador. “O que Alckmin vai representar nessa malsinada aliança? Por acaso agora ele vai ser contra as privatizações?”, emendou Falcão, que integra a coordenação da campanha. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

www.reporteriedoferreira.com.br    Autor: Vera Rosa  2021 Estadão




Alckmin estuda suspender filiação ao PSB para facilitar aliança com Lula

—

AddThis Sharing Buttons

Share to Facebook

FacebookShare to TwitterTwitterShare to WhatsAppWhatsAppShare to Telegram

Telegram

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin pode se desfiliar do PSDB e ficar sem partido —adiando a decisão de entrar no PSB.

Alckmin está sendo aconselhado a seguir esse caminho para que sua candidatura a vice na chapa de Lula não fique atrelada a disputas regionais da legenda com o PT.

Mesmo com Alckmin fora do PSDB, Lula sinalizaria de forma ainda mais clara que deseja ter o ex-governador como vice em sua chapa, independentemente da legenda à qual ele vai se filiar.

Definido que o ex-governador será o candidato a vice-presidente, no PSB ou fora dele, as negociações do PT com os socialistas não envolveriam mais o nome dele em tentativas de acertos regionais. A aliança entre os dois seria facilitada.

Uma eventual filiação de Geraldo Alckmin à legenda não poderia mais, portanto, ser usada como trunfo por integrantes do PSB, ficando desvinculada das ambições de suas lideranças regionais. A aliança entre os dois seria facilitada.

Parte dos socialistas —entre eles o próprio presidente da legenda, Carlos Siqueira— tenta condicionar a filiação de Alckmin ao compromisso do PT de, em troca, apoiar candidatos do PSB aos governos estaduais de São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Acre, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

O estado de São Paulo é o mais difícil de equacionar, já que o PT não pretende abrir mão da candidatura de Fernando Haddad ao Palácio dos Bandeirantes para apoiar o ex-vice-governador Mário França, do PSB, que também pretende se candidatar ao governo.

Em outros estados, a aliança é mais provável —e vital. Em Pernambuco, por exemplo, o partido necessitaria do apoio do PT para garantir a permanência no poder. No Rio de Janeiro, o candidato ao governo Marcelo Freixo conta com um acordo com os petistas e Lula em seu palanque para ficar mais perto da vitória.

 

Mônica Bergamo/Folho de S. Paulo