PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. A União Sérgio Botelho*

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. A União
Sérgio Botelho*
– Fundado em 2 de fevereiro de 1893, há 133 anos, A União é hoje o único jornal diário impresso do estado. Sob a responsabilidade do governo da Paraíba, carrega em suas páginas capítulos inteiros da história local e nacional, constituindo-se, por isso, em fonte preciosa de informações.
A União nasceu como órgão oficial do Partido Republicano da Paraíba, no governo Álvaro Machado, num momento em que a jovem República buscava consolidar seus instrumentos de comunicação e de poder.
Ao longo das décadas, suas páginas acompanharam mudanças profundas. Registraram a Primeira República, a Revolução de 1930, o Estado Novo, a redemocratização, o período autoritário inaugurado em 1964, a recomposição da normalidade constitucional e a vida política recente.
Ao mesmo tempo, documentou o crescimento das cidades paraibanas, as grandes obras públicas, as crises econômicas, as festas populares, os conflitos sociais e políticos e os costumes do nosso povo.
Mesmo sendo um jornal oficial, A União sempre abrigou espaços dedicados à reflexão, à literatura e às artes. O mais emblemático desses espaços é o Correio das Artes, criado em 1949. O suplemento se transformou em um dos mais importantes cadernos culturais do Nordeste, reunindo ensaios, poesia, crítica literária, artes visuais e pensamento, com a colaboração de escritores, artistas e intelectuais locais e nacionais. O Correio das Artes ajudou a projetar nomes, estimular debates e afirmar a identidade cultural paraibana.
Em tempos de transformações tecnológicas e de crise da mídia impressa, A União segue como um caso singular. Mantém a edição em papel, convive com plataformas digitais e preserva o papel de arquivo vivo da história. Mais do que um jornal, tornou-se um documento contínuo da vida diária paraibana, onde o presente se escreve com a certeza de que, amanhã, tudo será memória gravada em textos e imagens.
*Sérgio Botelho é jornalista e escritor.
(Na foto, histórico prédio de A União, na Praça João Pessoa, derrubado para a construção do prédio que ainda hoje abriga a Assembleia Legislativa da Paraíba),
PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. A União - Memória Paraibana
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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. A União – Memória Paraibana



PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. O velho prédio do A União Sérgio Botelho

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS. O velho prédio do A União
Sérgio Botelho
– Quanto mais visito fotografias antigas e me deparo com prédios como o da foto — no caso, sede do jornal A União entre 1908 e o início da década de 1970 —, mas me convenço do erro de algumas demolições praticadas.
Quando o referido prédio foi inaugurado, no governo do areiense João Lopes Machado (1908-1912), o histórico jornal oficial do estado já tinha 15 anos de fundado, o que aconteceu no governo de Álvaro Lopes Machado (1892-1896), irmão de João Machado.
Desde sua fundação, em 02 de fevereiro de 1893, que A União peregrinava por outros endereços da cidade. Ali, na então denominada Praça Comendador Felizardo, passou a usufruir de uma sede elegante e à altura de sua importância.
Congregando a fina flor do pensamento, na época, a sede do jornal servia não apenas aos trabalhos de redação e impressão do jornal, mas a reuniões intelectuais que entravam pela noite adentro.
A União surgiu como órgão do Partido Republicano, poucos anos depois de proclamada a República, conforme a gente vê pela data, e terminou como jornal vinculado ao governo do Estado, sendo, hoje, o único diário impresso na Paraíba.
O primeiro número circulou ainda em formato tipográfico simples, multiplicado na Imprensa Oficial. Ao longo do tempo é que também passou a exercer papel jornalístico, cultural e educativo.
Voltando ao prédio, que testemunhou a mudança do nome da praça, de Comendador Felizardo para João Pessoa, ele existia em equilíbrio estético com as demais construções que integravam o cenário, juntamente com a praça.
Em 1973, foi inaugurado o prédio atual, em seu lugar, que passou a servir de endereço à Assembleia Legislativa da Paraíba. Assim, no governo de Ernani Sátyro, entre 15 de março de 1971 e 15 de março de 1975.
Curioso é que, na mesma década de 1970, aconteceu a demolição do Palácio Monroe, no Rio de Janeiro, sede do Senado entre os anos 1920 até a mudança da capital para Brasília. Quem sabe tentativas de apagar o passado?
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Sérgio Botelho – Quanto mais visito fotografias antigas e me deparo com prédios como o da foto — no caso, sede do jornal A União entre 1908 e o início da década de 1970 —, mas me convenço do erro de algumas demolições praticadas. Quando o referido prédio foi inaugurado, no governo do …
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