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Vené confirma licença e demonstra ressentimento em não contar com apoio do PSB

Deputado federal também não descartou candidatura ao Governo do Estado em 2018, mesmo caso seja eleito prefeito de Campina Grande.

15/07/2016 18:55

O deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) confirmou, nesta sexta-feira (15), que entrará com pedido de licença do mandato na Câmara Federal, no início de agosto, para se dedicar inteiramente à pré-campanha a prefeito de Campina Grande. O parlamentar ainda demonstrou ressentimento em não contar com o apoio do PSB em sua postulação já em primeiro turno – o partido tem a pré-candidatura do deputado Adriano Galdino à prefeitura campinense – e cobrou uma melhoria no diálogo do governador Ricardo Coutinho (PSB) com as lideranças peemedebistas.

Em entrevista à Rádio Arapuan FM, Veneziano afirmou que a relação pessoal com Ricardo Coutinho permanece ‘tranquila e inalterada’. Mas, segundo ele, é preciso melhorar o diálogo do líder do PSB e das demais forças socialistas com o PMDB, analisando a realidade de cada município paraibano. Ele citou o caso de Campina Grande, onde é pré-candidato, e de João Pessoa, Guarabira e Patos, cidades onde PMDB e PSB não se coligarão e apresentarão candidatos distintos.

“Poderíamos ter um diálogo mais afinado, uma sintonia fina, afinal se fomos parceiros políticos em 2014, nada sugeriria senão sentarmos à mesa, [para analisar] a realidade de Campina, de Guarabira, de Patos, de João Pessoa. Às vezes por falta de uma boa conversa, você põe a perder relações”, disse.

O Cabeludo, como é mais conhecido, ainda se disse defensor da continuidade da aliança entre PMDB e PSB. Segundo ele, não existem razões para a quebra de uma relação que representou a transferência de cerca de 100% dos votos do então candidato a governador Vital do Rêgo Filho – ex-senador do PMDB, hoje ministro do Tribunal de Contas da União – para o postulante à reeleição Ricardo Coutinho, após os peemedebistas decretarem apoio ao socialista no segundo turno das eleições de 2014.

“Ainda defendo essa participação, tomara que saibamos melhor conduzi-la em uma sintonia mais fina. São fatos consumados [o afastamento em municípios] e tomara que isso não nos leve a dificuldades futuras. Discordo em algumas situações, e não estou me referindo a Campina Grande onde existe a pré-candidatura de Adriano quando o governador em setembro me pôs na condição de pré-candidato, mas eu não fiquei magoado, não há razões, não há qualquer tipo de ressentimento ou desgosto”, frisou.

Veneziano disse que, mesmo assim, espera o apoio de Adriano Galdino e do PSB, caso eles não consigam avançar ao segundo turno da disputa eleitoral em Campina Grande. “Espero, porque já disse publicamente que caso não tenha êxito, votarei no PSB com a tranquilidade de sempre, porque mesmo antes da sua pré-candidatura lançada, já ouvia em setembro das palavras do próprio Adriano, do secretário Fabio Maia, que eu seria a melhor opção. Isso não foi adiante, mas não duvido que, se não passarem ao segundo turno, nos apoiarão”, disse.

CANDIDATO A GOVERNADOR?

O deputado federal também não descartou sair candidato a governador em 2018, mesmo se for eleito prefeito de Campina Grande nas eleições deste ano. “Meu projeto é ser eleito e cumprir o mandato de quatro anos à frente da Prefeitura Municipal de Campina Grande, mas Campina decidirá [sobre a candidatura ao Governo do Estado] como sempre o fez em minha vida”, frisou.

LICENÇA

Com a licença do mandato, Veneziano provavelmente não participará da votação em plenário do processo de cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Quem assumirá o mandato é o suplente do PMDB, André Amaral. “Provavelmente eu não estarei na primeira semana de agosto, porque irei me licenciar dando a vez ao suplente André Amaral, portanto, não deverei participar dessa votação”, concluiu.

www.reporteriedoferreira.com  Por wscom