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Tumulto e brigas marcam sessão de posse dos vereadores eleitos de Alhandra na madrugada

Vereador Edielson Nunes invocou o Regimento Interno da Casa para comprovar que três parlamentares estavam com irregularidades e, portanto, impedidos de tomar posse

1/01/2013 15:46

O que deveria ser uma sessão tranquila, se transformou numa verdadeira confusão com discussões acaloradas, empurra empurra, tumulto, brigas e ameaças. A posse dos 11 vereadores eleitos da cidade de Alhandra, marcada para acontecer na madrugada desta terça-feira (1º), foi aberta pelo vereador Beto Januário que na condição de parlamentar mais votado no último pleito tinha a prerrogativa de presidir os trabalhos da posse. Beto chamou nominalmente os parlamentares para compor a mesa para, em seguida, dar posse a cada um deles. Antes do juramento e posse, o vereador Edielson Nunes invocou o Regimento da Casa, mais precisamente o Artigo 4º, em seu parágrafo 3º, que discorre sobre a apresentação de documentos, solicitando a apresentação da declaração de bens dos parlamentares, e ainda a declaração de encerramento do mandato do vereador Daniel Miguel. A declaração de bens dos vereadores eleitos foi apresentada, mas, o vereador Daniel Miguel não mostrou a documentação de encerramento de mandato, o que de acordo com o Regimento Interno da Casa, impossibilitaria sua posse na ocasião. Ainda invocando o Regimento da Câmara de Alhandra, Edielson também questionou a regularidade dos vereadores Geisa Karla, Josinaldo Pontes e Daniel Miguel que, como detentores de cargos públicos deveriam ter se desincompatibilizado de suas funções para somente após esse ato estarem aptos a tomar posse como vereadores. Mesmo diante da irregularidade e da clara infração as prerrogativas do Regimento Interno da Câmara, o vereador Beto Januário ainda insistiu em dar prosseguimento a sessão de posse alegando que as argumentações de Edielson não tinham fundamento legal. A partir daí, se travou um discussão acalorada entre os vereadores da bancada de situação e os de oposição que não chegou as vias de fato por causa da interferência de terceiros. Sem argumentos que balizassem sua decisão e sem o respaldo do Regimento Interno, o vereador Beto Januário simplesmente deu por encerrada a sessão e se retirou do recinto sendo seguido pelos vereadores que apóiam o grupo político do deputado estadual Branco Mendes que fazem oposição ao governo do PMDB na cidade . Essa atitude causou grande revolta nos demais parlamentares e nos populares que lotaram as dependências do Centro Social Gilberto Valério onde a sessão acontecia, tanto que eles saíram sob vaias. Mais uma vez, invocando o Regimento da Casa que lhe dava respaldo legal, o vereador Edielson Nunes assumiu a presidência dos trabalhos dando prosseguimento a solenidade de posse dos vereadores eleitos e que ainda permaneciam no recinto. Logo após o juramento e depois de empossados, o vereador Valfredo José, invocou o Artigo 5º do Regimento Interno da Câmara e apresentou nomes para compor a Mesa Diretora da Câmara. Em seguida, foi feita a eleição. O vereador Edielson Nunes foi escolhido para assumir a presidência, Fernando Arcelino, ficou com o cargo de vice presidente, o vereador Edílson Pereira, foi escolhido como 1º secretário e a vereadora Ozana Alves, ficou como 2º secretário. Somente por volta das 2h20, o prefeito eleito de Alhandra, Marcelo Rodrigues e o vice prefeito, Cal Lucena, puderam ser chamados para serem empossados. Bastante aplaudidos pelas pessoas que lotaram o Centro Social e acompanhados de suas esposas, Marcelo e Cal antes de se dirigirem a mesa, ouviram cânticos religiosos. Depois, fizeram o juramento de posse e antes de se pronunciarem escutaram os vereadores Valfredo José e Fernando Barbeiro enaltecerem a importância dessa mudança política na cidade de Alhandra. Valfredo falou do momento histórico que a cidade começava a viver a partir de 1º de janeiro e Fernando, que não apoiou a chapa peemedebista na eleição, mas que agora é da bancada do prefeito Marcelo, disse que não ficaria contra o povo por isso decidiu apoiar a situação. O discurso de Cal Lucena centrou-se no agradecimento a Deus, a família, aos amigos e a todos os colaboradores, que acreditaram num novo tempo para a cidade. “Vocês confiaram o destino desta cidade a dois homens de pés rachados, humildes, mas muito honestos e que continuarão assim em qualquer lugar que eles forem, ou em qualquer cargo que exerçam”, disse Cal. Marcelo também agradeceu a sua esposa, sua família, e ao povo de Alhandra que conseguiu enxergar que a cidade poderia ter um futuro diferente, com mais progresso e desenvolvimento. “Essa vitória não foi de Marcelo, de Cal, foi do povo de Alhandra que ganhou gestores que amam a cidade”, disse Marcelo que fez um pronunciamento de quase 15 minutos, lembrando que continuará o mesmo cidadão, com a mesma humildade. Ele encerrou seu discurso com uma frase de Mahatma Gandhi: “Nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo é o desejo de vencer”. Da solenidade todos seguiram para a principal rua da cidade para acompanhar a festa popular especialmente preparada para a ocasião.

Redação com assessoria