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Temer se manterá no poder se depender da maioria da bancada paraibana.

29/07/2017 11:45

A bancada paraibana na Câmara se posicionará, em sua maioria, a favor do presidente Michel Temer na votação pela admissibilidade da denúncia contra o peemedebista.

Segundo profissionais de imprensa  “esse será um saldo na direção oposta da sociedade que, de acordo com pesquisas de opinião pública, 95% desaprovam e querem a saída de Temer”.

 

 A votação do processo contra Temer, a posição da Paraíba e os efeitos em 2018

Começou a contagem regressiva para votação nesta semana do pedido de autorização da Procuradoria Geral da República para abrir processo contra o Presidente da República, Michel Temer, acusado de participar/comandar desvios de recursos públicos. Há provas, segundo o relator sob a contestação de outros líderes. A dados de hoje, sábado, a projeção situacionista é de que ele conseguirá os votos para barrar o processo.

Diante deste cenário de futuro próximo, há de se indagar: como devem votar os 12 deputados federais paraibanos, logo eles representantes populares, da sociedade?

Ainda a dados de hoje a projeção é a seguinte:

A FAVOR DE TEMER

Aguinaldo Ribeiro

André Amaral

Benjamim Maranhão

Efraim Filho

Hugo Mota

Rômulo Gouveia

Wilson Filho

CONTRA TEMER

Damião Feliciano

Luiz Couto

Pedro Cunha Lima

Veneziano Vital

Wellington Roberto

SALDO: CAUSAS E EFEITOS

Como se vê, Temer se manterá no Poder se depender da maioria da Bancada paraibana porque o resultado se apresenta 7 a 5 para barrar o processo. Será um saldo na direção oposta da sociedade que, de acordo com pesquisas de opinião pública, 95% desaprovam e querem a saída de Temer.

O resultado pró Temer, portanto, diz respeito a acordos políticos e partidários baseados em valores da cultura tradicional de auto sobrevivência em troca de benefícios e repasse de recursos – condição entendida por quem a defende de que será suficiente para de ter apoio de bases eleitorais capazes de renovar seus mandatos em 2018.

Em tese, prevalece o conceito e realidade dos famosos currais eleitorais se sobrepondo à opinião pública de uma forma geral.

CENÁRIOS ESPECIFICOS

No caso de Aguinaldo Ribeiro, ao optar ser Líder do Governo na Câmara assumiu Temer por inteiro depois de exercer cargo semelhante com Dilma Rousseff – o que lhe faz forte, mas acumulando desgaste pela incoerência de princípios, ou seja, para sobreviver a qualquer custo avalizou o Golpe. É a leia da sobrevivência convencional se sobrepondo à influência popular.

Efraim Filho, líder no DEM na Câmara, segue a decisão partidária, da mesma forma atraindo os efeitos deste posicionamento cartorial.

André Amaral e Hugo Mota optaram pelo PMDB situacionista ignorando o mérito da acusação e provas no processo. O mais novo parlamentar segue, a rigor, a orientação e imposição do pai.

Rômulo Gouveia segue a decisão do PSD de fechar com Temer. Wilson Filho e Benjamim Maranhão resolveram optar pela lógica cultural de que a estrutura resolverá o futuro próximo quando da reeleição.

OUTROS CENÁRIOS

O posicionamento de Damião Feliciano , Veneziano Vital e Wellington Roberto, sobretudo este último, chama a atenção porque em tese tem perfil de votação seria pró Governo, só que resolveram agir com outro manequim alinhado com a Opinião pública.

Vené tem sido corajoso ao peitar a ameaça de retaliação do PMDB Nacional.

A surpresa maior está em Pedro Cunha Lima porque seu voto de traduz também em racha no PSDB com aval do senador Cássio Cunha Lima que, durante todo o processo de deposição de Dilma para cá foi um grande avalista.

Por fim, Luiz Couto produz sua coerência e estilo de representação plugada na opinião pública.

E O FUTURO?

A grande indagação é saber de o eleitorado levará pra valer os conceitos e análises da postura dos deputados na votação de 2018.

Há quem diga que sim, mas há quem diga que não.

Vamos esperar para ver.

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