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SOBRE A ÚLTIMA DO WHATSAPP: Escrito por Fabiana Agra

17/10/2015 04:36

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Sim, a gente já sabe que foi uma brincadeira (inconsequente, preconceituosa…), o vereador de Cuité já se justificou e admirei a sua coragem ao gravar o segundo vídeo. Justificou a origem do dinheiro, jamais a carga de preconceito contida na pretensa brincadeira que já está rodando por toda a Paraíba, através dos mais diversos blogs. Ora, tratar nós mulheres por termos tão pejorativos e chulos merece mais que um simples vídeo pedindo desculpas…

Não obstante, o que aconteceu com o vereador Marco Vinnicios serve para refletirmos esses novos tempos das redes sociais e do infame WhatsApp. Sim, a ferramenta está aí para ajudar na comunicação, mas também para destruir a reputação dos mais incautos! Ontem foi o vereador, amanhã poderá ser eu, você que está lendo ou uma adolescente que, num momento impensado, enviou um nude para o ficante da semana.

Enquanto usuária das redes sociais e, mais ainda, responsável por alguns grupos e páginas no Facebook, além de colunista em alguns sites, me policio e muito sobre não ser vítima de um vídeo ou postagem inadequados – mas quem garante que alguém não grave algo inconsequente dito por mim em outro contexto e lance na blogosfera, arranhando ou mesmo destruindo a minha reputação?!? É algo que sempre levo em consideração. E é por saber que cada um de nós está vulnerável a tais expedientes que me coloquei no lugar do vereador cuiteense.Sim, Marco. Entendi que você estava “brincando com oszamigo” em um momento de descontração. Mas, sorry, só não dá para entender que um homem público – aliás, qualquer homem – em pleno século XXI, trate as mulheres da forma que você tratou: “Hoje eu não sei o que fazer. Estou meio apertado, fui ao banco sacar um dinheirinho, mas vou ver se eu gasto: puta, puta, puta, puta, quenga, quenga, quenga, rapariga, rapariga, rapariga, rapariga, redbull, redbull”… E mais outras pérolas como “atoladinha”. Não vereador, um homem público tem que zelar por seu nome e por sua imagem e jamais as mulheres cuiteenses que você deveria representar, devem deixar passar barato tamanho absurdo proferido. Eu sei, você já se explicou – mas não dá para justificar o injustificável, meu caro. Mais cuidado na próxima mensagem, porque nós, mulheres, merecemos no mínimo, respeito.

www.reoirteriedoferreira.com Fabiana Agra – advogada e jornalista.