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Sindicalista é escolhido pela frente sindical do PT como pré-candidato ao Governo do Estado

Nadja terá de enfrentar Marcos Henriques na preferência dos filiados

21/12/2013 10:51

Nadja Palitot terá de enfrentar o presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Marcos Henriques, na preferência dos petistas para ser considerada a candidata da legenda ao Governo do Estado. Após uma série de reuniões, sindicalistas dos setores bancários, da construção civil, têxteis, eletricitários, metalúrgicos, telefônicos, educação e saúde, além de representantes de movimentos sociais na Paraíba, decidiram pela indicação de Marcos Henriques, que segundo eles, poderá dialogar com a sociedade e representaria a renovação de conceitos e práticas exigidas pela população.

Filiado ao PT desde 1999, o presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba agradeceu a confiançadepositada e destacou a necessidade de ampliar o debate interno, para dar oportunidade a que todos se manifestem de forma democrática, como é a prática do partido, para a partir daí se definir o candidato que disputará o pleito, citando como diferencial do movimento sindical o fato de trabalhar a construção de políticas de forma coletiva

Debate interno

Para Marcos Henriques, é importante que se abra o debate interno, inclusive ampliando essa discussão nos sindicatos, movimentos sociais e agrupamentos políticos. Para isso, espera ter a oportunidade de dialogar com o filiado, por considerar importante que na condição de candidato ao governo do PT, tenha em suas propostas a responsabilidade partidária de apresentação de políticas públicas acumuladas durante anos, que englobem e atenda a todos os segmentos da sociedade.

“Apesar de nunca ter disputado um mandato, sempre tive muita responsabilidade na condução da política sindical, que me deu suporte para uma vida ativa no partido, debatendo políticas públicas nas mais diversas áreas. Nesse contexto, a CUT sempre apresentou plataformas políticas construídas pelos trabalhadores nos mais variados segmentos de atuação, voltadas a contribuir com todos os candidatos às eleições majoritárias, através de propostas protagonizadas pela classe trabalhadora”, afirmou.

Referência democrática

Marcos Henriques acrescentou que está disposto a debater com todas as forças do partido que se identificam com essa proposta, pois o PT não tem tradição de impor nomes. “Achamos extremamente democrático que apareçam segmentos organizados que queiram construir uma candidatura viável e que possam dialogar com os outros partidos políticos de nosso arco de alianças”, lembrou, acrescentando que considera salutar o partido dispor de mais de uma opção, pois quem ganhará com isso é o filiado, que vai poder cobrar posturas e analisar o candidato através de suas ações no presente, avaliando o passado dele para projetar o futuro.

“O PT não tem dono, e é isso que gostamos tanto, nossa democracia interna é muito importante e serve de referência para todos os outros partidos”, arrematou.

 

Da Redação (com assessoria)