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Santiagos confirmam compra de imóveis em Maceió, mas negam ligação com Renan

9/10/2015 07:30

A assessoria do deputado federal paraibano Wilson Filho (PTB) negou, por meio de nota oficial, o envolvimento do parlamentar e de seu pai, o ex-senador Wilson Santiago, em suposto esquema de lavagem de dinheiro relativo inserido em transação imobiliária suspeita, realizada na cidade de Maceió (AL), que teria o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB) como principal beneficiado. A informação foi revelada pela Revista Época.201510080344160000002932

Na nota, a assessoria confirma que Wilson Filho, o seu pai e dois irmãos, compraram quatro apartamentos à empresa Tarumã, no ano de 2011, na Capital de Alagoas. Cada um teria custado o valor de R$ 120 mil e teriam sido adquiridos a título de investimento. “Nós realizamos uma operação completamente normal. Compramos, pagamos e declaramos à Receita Federal”, explica Wilson Santiago.

A nota cita ainda fala do deputado federal confirmando que pagou pelo imóvel e que possui a comprovação. “Além disso, o apartamento está na minha declaração de imposto de renda, assim como na do meu pai e na dos meus irmãos. Isso foi um investimento, realizado por meio de uma compra lícita”, disse.

Entenda
A Revista Época afirma em reportagem que a Receita Federal encontrou indícios de que o presidente do Senado, Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas, participou de uma operação de lavagem de dinheiro, através de uma transação imobiliária entre ele e o ex-senador Wilson Santiago, seu correligionário no PMDB e hoje diretor de relações institucionais do Grupo Banco do Brasil/Mapfre.

A Receita alertou a Procuradoria-Geral da República (PGR), que remeteu as informações aos procuradores que investigam Renan Calheiros na Lava Jato. Os procuradores agora querem saber a compra e venda de quatro apartamentos do prédio por Renan – e como eles foram parar nas mãos da família Santiago.

“Foi investigando uma empresa que Renan transferiu para sua mulher, Verônica, que a Receita chegou à transação suspeita. A Tarumã Empreendimentos Imobiliários, criada após a eleição de 2010 para ‘administrar a compra e venda de imóveis próprios ou de terceiros’, ficou aberta por apenas nove meses. Renan esteve entre os sócios por cinco, passando suas cotas para Verônica em julho de 2011. A Tarumã, aparentemente, não realizou negócio algum. Aparentemente. No cruzamento que a Receita fez entre declarações do Imposto de Renda e dados sobre suas atividades imobiliárias, os negócios apareceram. Os procuradores querem saber de onde veio o dinheiro que permitiu a compra dos imóveis em Maceió e se Renan realmente os comprou antes de revendê-los para a família Santiago”, diz trecho da matéria.
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