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RC determina retorno de Trócolli à ALPB e diz para Cartaxo ‘não esconder’ Cássio

Governador promoverá as primeiras mudanças no governo após o rompimento com o PMDB. Suplente Olenka Maranhão (PMDB) vai deixar a Assembleia.

2/08/2016 17:53

O governador Ricardo Coutinho (PSB) não poupou críticas a formação a aliança entre o PSDB, o PMDB e o PSD, em apoio à pré-candidatura a reeleição do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), durante entrevista concedida à Rádio Arapuan FM, nesta terça-feira (2). Na oportunidade, o gestor socialista ainda afirmou que o secretário de Estado da Articulação Política, o deputado licenciado Trocolli Júnior (PROS), retornará à Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) já nesta quarta-feira (3), provocando a saída da suplente Olenka Maranhão (PMDB), e citou a exoneração de alguns detentores de cargos indicados pelo PMDB no Governo do Estado.

A medida é fruto do rompimento político anunciado pelo senador e presidente estadual do PMDB, José Maranhão, com o Governo, em convenção no último sábado (30). Porém, Ricardo ressaltou que é preciso analisar o caso de aliados na legenda, a exemplo dos deputados Veneziano Vital do Rêgo e Nabor Wanderley, que não seguiram a decisão partidária.

O governador disse que o formato da aliança formulada pelo atual prefeito seria um “acordão”, formulado por meio de uma “estratégica para enganar o povo”. De acordo com ele, a união de forças políticas entre Luciano Cartaxo, o deputado federal Manoel Júnior (PMDB) e o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) representa o ódio contra sua forma de governar, fazendo da política um “grande balcão de negócio”.

“Sinceramente, você juntar Luciano Cartaxo, Manoel Júnior e Cássio Cunha Lima, esse povo vai dar o quê a João Pessoa? O que é que eles podem dar de exemplo de administração pública para essa cidade? Conversa fiada, dizendo que tem capacidade de unir? Eles se uniram por ódio a essa forma de governar que os tornam mais distantes de acesso aos cargos eletivos. Eles estão se unindo porque estão passando, representam uma forma de governar ultrapassada, não tem ideias, se reúnem no meio de um gabinete, se acertam entre quatro paredes, e tentam passar uma ideia de que é para o bem de João Pessoa. Já vi esse filme antes e também vi o povo dar uma resposta contundente”, disse.

RESPOSTA A CARTAXO

O governador ainda rebateu crítica do prefeito Luciano Cartaxo de que ele não saberia formular as suas alianças políticas, pois, sempre perdia aliados. “Isso é de uma profunda incoerência de alguém que não conhece política. Ao contrário, sempre disseram que eu estava fazendo alianças que iriam me tirar do caminho e eu demonstrei na prática, porque tenho alguma formação política diferente do atual prefeito, que as alianças que fiz tem conteúdo, que é um projeto de governo e ninguém pode dizer que eu saio desse projeto, basta ver que a Paraíba começou a ver conosco o Orçamento Democrático, o Empreender, o Prima, são políticas e projetos que fazem parte de um grande conjunto de ideias, eu posso fazer alianças porque o que comanda é isso, esse projeto de governo, coisa que você não vê na atual prefeitura, que demonstra ser um grande conjunto vazio”, frisou.

DESAFIO DE MOSTRAR CÁSSIO

Ricardo Coutinho também acusou o senador Cássio Cunha Lima de articular a aliança com Luciano Cartaxo e de se esconder para evitar o debate político em João Pessoa. Ele provocou o prefeito a apresentar e aparecer ao lado do senador nos eventos de campanha na Capital.

“O povo dessa cidade não está gostando de ver o seu destino sendo tratado de uma forma tão privada como eles estão tratando, e digo mais, buscando esconder quem apoia, quem está por trás manipulando todo mundo, armando tudo isso e se esconde, porque se aparecer afunda, Cássio Cunha Lima, que é o grande articulador, mas eles estão escondendo porque sabem que João Pessoa o conhecem”, comentou.

ROMPIMENTOS NO APAGAR DAS LUZES

Por fim, Ricardo Coutinho ainda brincou sobre o rompimento de antigos aliados. Sem citar nomes, ele se referiu aos senadores Cássio Cunha Lima e José Maranhão, que às vésperas do período eleitoral de 2014 e deste ano, respectivamente, anunciaram o afastamento da gestão socialista no Estado.

“Aqueles que rompem comigo, e não sei porque só rompem no último dia, pois, ninguém rompe com antecedência. Rompem, mas não tem o que dizer. Ninguém faz crítica a ousadia de construir 540 salas de aulas, a um governador que abriu 1.500 leitos, que triplicou leitos de UTI. Nunca fizeram porque não tem a visão e a estratégia, é apenas o discurso vazio de unidade, mas unidade em busca dos seus interesses”, disse.

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