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Mandato de Genuíno é discutido pela cúpula da Câmara Federal.

30/11/2013 00:02

 

genuino cassaçãoA cúpula da Câmara está dividida sobre a decisão de abrir ou não um processo de cassação do mandato do deputado licenciado José Genoino (PT-SP), preso desde o dia 15 devido à sua condenação no processo do mensalão.

Dos sete deputados que integram a Mesa e que irão avaliar o caso na terça, três já declararam ser favoráveis ou tendem a apoiar a instauração imediata do processo, incluindo o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Outros três defendem a tese de que é preciso adiar a decisão, entre eles o vice-presidente da Casa, André Vargas (PT-PR).

O petista prega a necessidade de se esperar até fevereiro, data estipulada pela junta médica da Câmara para reavaliar o pedido de aposentadoria por invalidez feita por Genoino, que tem 67 anos e passou por uma cirurgia cardíaca em julho.

Anteontem a Câmara rejeitou o pedido de aposentadoria imediata, frustrando a expectativa do PT, que esperava a concessão do benefício como forma de barrar o processo de cassação.

Ontem o segundo-secretário da Mesa, Simão Sessim (PP-RJ), disse que pode apoiar um meio-termo que dê a Genoino cerca de 15 dias para que ele decida se vai enfrentar o processo de cassação ou se pretende renunciar, hipótese que ele tem até agora rechaçado a pessoas próximas.

“O Genoino é uma pessoa séria, não pode ser tratado como bandido”, disse Sessim. Além dele e de Vargas, o quarto-secretário, Antonio Carlos Biffi (PT-MS), também tende a apoiar o adiamento.

Ontem o presidente da Câmara reiterou esperar “que o processo seja aberto na terça-feira”. O terceiro-secretário, Maurício Quintella (PR-AL), disse que também vai apoiar essa proposta: “Não vejo mais possibilidade de adiar a abertura do processo”.

A Folha não conseguiu falar com o primeiro-secretário, Márcio Bittar (PSDB-AC), mas ele é defensor da cassação imediata do mandato dos condenados. A reportagem também não conseguiu falar com o segundo-secretário, Fábio Faria (PSD-RN).

Ontem o advogado de Genoino, Luiz Fernando Pacheco, divulgou nota acusando a Câmara de, por interesse político, ter omitido dados do laudo da junta médica. Os principais pontos omitidos segundo ele –entre eles o de que Genoino corre risco de ter sua cardiopatia agravada–, porém, foram divulgados anteontem pela Casa.

Folha Online