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Léa quer CPI para investigar tráfico de pessoas na Paraíba

Proposta de Léa Toscano cita que paraibanos estariam sendo traficados para outros países. Denúncias apontam 10 mulheres e cerca de 60 travestis escravizados para a prostituição

27/02/2013 18:26
YXSSN-1A deputada estadual Léa Toscano (PSB) requereu, ontem (26), ao presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Marcelo (PEN), a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a denúncia de tráfico de pessoas paraibanas para outros países.
A CPI, que será composta por 7 (sete) membros e terá um prazo de 90 (noventa) dias para conclusão dos trabalhos, foi proposta pela deputada através de requerimento com a assinatura de 13 (treze) parlamentares. A matéria deverá entrar em pauta após decisão do presidente Ricardo Marcelo, já que mais quatro CPIs estão em processo de tramitação na assembleia.
Além da veiculação de matérias nos meios de comunicação do Estado da Paraíba, algumas pessoas têm procurado a deputada para denunciar possíveis casos no brejo paraibano. “A minha preocupação maior é com o brejo, pois muitas pessoas tem me procurado para relatar casos de tráfico de pessoas”, informou Léa.
Em seu requerimento, a deputada justificou a instalação da CPI através dos dados do Ministério Público do Trabalho. Esses dados apontam uma estimativa de que mais de 10 mulheres paraibanas estariam sob o regime de “escravidão sexual”, vítimas do tráfico de pessoas, e cerca de 60 travestis (sendo 40 dos municípios de Araçagi, 8 de Guarabira, 5 de Mulungu, 3 de Rio Tinto, 2 de Cuitegi e 2 de Mamanguape) como vítimas do tráfico internacional de pessoas.
A pretensão da deputada é que com as investigações da CPI outros casos possam aparecer. “Com o debate, com a divulgação e a investigação dessas denúncias através da assembleia poderemos descobrir novos casos e buscar soluções para coibir essa prática abominável contra o ser humano”, exaltou a deputada.