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Lava Jato: irmão de José Dirceu e mais cinco presos em SP seguem para Curitiba

4/08/2015 00:10

Além de Luiz Eduardo, cinco investigados, que não tiveram seus nomes divulgados, foram transferidos nesta segunda-feira

Seis investigados na 17ª etapa da Operação Lava Jato, que foram presos nesta segunda-feira (3), em São Paulo, estão em deslocamento para a sede da Polícia Federal (PF) em Curitiba.

De acordo com a superintendência do órgão na capital paulista, entre eles está Luiz Eduardo, irmão de José Dirceu, que foi preso em Ribeirão Preto. Ele é apontado pela PF como laranja do ex-ministro e responsável por receber recursos de empreiteiras em contratos com a Petrobras, mesmo depois de iniciada a Operação Lava Jato. O nome dos demais não foi informado.ex-minitro Joé Dirceu

José Dirceu foi preso nesta segunda em Brasília e seu irmão, Luiz Eduardo, em Ribeirão Preto (SP)

Esta fase da operação foi denominada Pixuleco, em alusão ao termo utilizado pelos acusados para denominar a propina recebida em contratos. Os mandados de prisão preventiva e temporária, além de condução coercitiva, foram cumpridos em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

A atual etapa da Lava Jato cumpre medidas cautelares em relação a pagadores e recebedores de vantagens indevidas. Entre os crimes investigados estão corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Entre os presos preventivamente nesta segunda (3), está o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, que foi levado para a sede da Polícia Federal em Brasília. O juiz federal Sérgio Moro pediu autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para transferir Dirceu para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde estão presos outros investigados na Operação Lava Jato. A autorização é necessária, porque Dirceu cumpre pena em regime aberto por ter sido condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão.Eduardo CunhaPresidente da Câmara, Eduardo Cunha está entre os que serão investigados na Lava Jato. Foto: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados

A defesa de José Dirceu informou que irá se manifestar após ter acesso aos documentos que motivaram a prisão. Nas últimas semanas, Dirceu apresentou pedidos de habeas corpus preventivo para evitar uma prisão, mas os pedidos foram negados pela Justiça Federal.

Na ocasião, o advogado Roberto Podval argumentou que a eventual prisão do ex-ministro não se justificava, pois ele está colaborando com as investigações desde o momento em que passou a ser investigado na Lava Jato, alegando que José Dirceu é alvo de uma “sanha persecutória”.
www.reporteriedoferreira.com  Por Agência Brasil