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Governo começa a exonerar peemedebistas; líder culpa Manoel Júnior

10/08/2016 08:13

Começaram a ser publicadas no Diário Oficial do Estado as exonerações de servidores comissionados indicados pelo PMDB para cargos na estrutura estadual. A edição do dia 2 de agosto foi disponibilizada online hoje e nela também saiu a exoneração do secretário de Articulação Política, Trocolli Júnior (PROS), que retornou ao legislativo, gerando a dispensa da suplente, Olenka Maranhão (PMDB). Até agora foram quase 20 servidores desligados da estrutura da administração estadual._WHNE8-1

Entre os dispensados estão Ruy Bezerra Cavalcanti, exonerado da Diretoria de Engenharia do Departamento Estadual de Trânsito do Estado da Paraíba (DETRAN) e Laplace Guedes, que estava lotado na Secretaria Executiva de Energia e do Programa de Aceleração do Crescimento- PAC. Já Diogo Allan Costa Ferreira foi exonerado do cargo de assessor especial do Instituto de Assistência à Saúde do Servidor (IASS) e Pedro Patrício de Sousa Júnior também perdeu seu cargo de superintendente da Loteria do Estado da Paraíba. A relação ainda traz Marconi Vita Júnior, André Luiz de Oliveira Escorel, Pedro Bezerra Cavalcanti Alves, Camilla Cynthia Messias Alencar,  Flávio Henrique da Silva e Silva, Otto Rodrigo Melo Cruz e Alexandre Augusto Albuquerque Almeida.

O assunto repercutiu na Assembleia Legislativa, onde o deputado Hervázio Bezerra (PSB), líder do Governo na Casa, disse que o deputado federal Manoel Júnior (PMDB) seria o responsável pelas exonerações. “Manoel não votou nos candidatos do PMDB em 2014. Posteriormente, um acordo firmado com Gervásio Maia previa que ele sucederia Manoel no diretório municipal do partido. Além disso, ele declarou apoio ao prefeito da capital, contrariando um deputado federal como Veneziano Vital e outro como Hugo Motta e três estaduais que não comungavam com esse pensamento: Olenka Maranhão, Nabor Wanderley e Raniery Paulino que defendiam candidatura própria ou o apoio a Wilson Filho. A decisão de permanecer ou não num agrupamento político é do partido. O PMDB usou o termo romper. Ele fez sua opção. Eu lamento, mas respeito. Não é uma questão de Ricardo Coutinho, mas do PMDB e de Manoel Júnior. Os aliados, que prestaram bons serviços ao Estado, passarão a prestar serviço agora à prefeitura de João Pessoa”, disse o deputado.

Manoel Júnior (PMDB), indagado sobre a declaração de Hervázio, respondeu: “Pensei que o deputado tivesse mais apreço ao senador José Maranhão, que é o presidente estadual do PMDB. Eu não mando no partido, nem Maranhão, embora seja presidente. Quem manda são os filiados. O partido se reúne para tomar as decisões”.

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