BESSA GRILL
Início » Política » Eduardo Campos reconhece como legítimo o projeto nacional do PSB

Eduardo Campos reconhece como legítimo o projeto nacional do PSB

No entanto, governador de Pernambuco freia o ímpeto de partidários e desconversa sobre candidatura à presidência

14/02/2013 21:08

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), preferiu não fazer juízo de valor sobre o comentário do deputado federal Beto Albuquerque (PSB/RS) sobre um possível “prazo de validade” da permanência do partido na base aliada da presidente Dilma Rousseff (PT). Campos defendeu que a postura do seu co-partidário é legítima, mas que ele discorda.

“Eu poderia ajudar o projeto nacional do PSB como partido, que é legítimo”, afirmou, sobre a “pressão” para que se lance logo como pré-candidato à presidência da República. “Mas o Brasil não será ajudado com disputas de chapa, discussões de montagem de palanque regional”, completou, descartando a possibilidade de “começar a campanha” tão cedo.

“O Brasil precisa voltar a crescer, gerar emprego, o pacto federativo precisa voltar a funcionar de maneira mais ativa. E é isso que vou fazer”, disse o governador, mantendo seu discurso de que está com Dilma “para ajudar”. “Durante esses dois anos o PSB está entre os partidos que mais ajudaram Dilma. E vamos ajudar neste ano tão desafiador”, completou.

Enquanto vários dos seus aliados afirmam semanalmente que o governador de Pernambuco se lançará candidato a presidente da República, ele sai pela tangente. Mas nos seus discursos ele sempre destaca o quão o PSB já “ajudou o PT” e foi fiel a este campo político. Não quer levar o nome de “traidor”, tal qual aconteceu no Recife. Nacionalmente as consequências podem ser bem mais fortes. No Recife, a imagem mais forte do PT é o rejeitado ex-prefeito João da Costa. Mas ser visto como traidor dos populares Lula e Dilma Rousseff tem efeito bem mais forte na opinião pública.

Portanto, Eduardo ressaltou seguiu ressaltando a “fidelidade” do PSB ao PT. “(Em 2010) renunciamos o direito de ter candidato no primeiro turno, para eleger Dilma, que foi a tese de Lula. A gente nem sabia se iria conseguir, mas seguimos a orientação de Lula, que coordenava a sucessão”, lembrou. “Estamos diante de um momento especial. Ajudamos desde o início na construção de um projeto para melhorar a vida dos brasileiros. O nosso partido (PSB) em história de participar de alianças no mesmo campo político desde a redemocratização”, afirma o gestor.

E a elogiosa declaração de Beto Albuquerque, claro, é respeitada. “Foi a avaliação que fez o Beto Albuquerque. Existe o debate perlamentar. Se eles já querem fazer um debate sucessório, eu respeito. Mas não vou fazer isso”, avisa.

O governador pernambucano tem encontro marcado com a presidente Dilma Rousseff no próximo dia 18. Ele afirmou que a chegada da petista em Serra Talhada está marcada para as 9h30, onde os dois devem se reunir para acertar os detalhes do ato.

LULA – Sobre o encontro que deve ter com Lula, marcado para “depois do Carnaval”, Eduardo não confirmou data e nem conteúdo. “Eu estou com medo que os jornais publiquem a conversa antes de termos o encontro”, brincou. “Vou esperar o jornal de amanhã para ver o que Lula vai me dizer”.

Blog do Jamildo/NE10 e Wscom