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Dilma a Aécio Neves iniciam hoje disputa presidencial de 2014

Dilma e Lula participam de evento do PT e Aécio antecipa discurso no Senado

20/02/2013 13:32

Foi dada a largada para a eleição à Presidência de 2014; tucano antecipa discurso no plenário do Senado, antes previsto para o dia 27, para discorrer sobre os “13 fracassos do PT”, no mesmo dia em que presidente e Lula comemoram 10 anos no poder; “Vamos ajudar o PT a fazer uma reflexão, refrescar a memória do partido nesses anos todos. Faltam duas coisas nessa cartilha que será divulgada: generosidade e autocrítica”, disse o senador mineiro; Dilma, por sua vez, confronta dados econômicos do PT com os do PSDB

No mesmo dia em que Lula e Dilma comemoram seus 10 anos no poder, com direito a cartilha com tom ideológico, Aécio Neves (PSDB-MG) antecipa discurso no plenário do Senado, antes previsto para o dia 27, para discorrer sobre os “13 fracassos do PT” ao longo de sua história.

Para o PT, com a intenção de afastar os rumores sobre a volta do ex-presidente Lula na disputa à Presidência da República em 2014, a festa de hoje seria a ocasião para dar mais destaque à presidente. Dilma discursará ao lado de Lula, já como candidata à reeleição.

Do lado tucano, o provável à Presidência, vai apresentar contraponto à cartilha do PT, listando desde o voto contra Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, em 1985, à campanha contra o Plano Real, as críticas à Lei de Responsabilidade Fiscal e ao Proer (socorro financeiro aos bancos), até a derrubada, agora, dos pilares da economia estabilizada: superávit fiscal, queda de metas de inflação e câmbio flutuante.

Vamos ajudar o PT a fazer uma reflexão, refrescar a memória do partido nesses anos todos. Faltam duas coisas nessa cartilha (do PT) que será divulgada: generosidade e autocrítica. Generosidade para compreender que não haveria avanços sem a estabilidade conquistada no governo Fernando Henrique; e autocrítica para falar também dos grandes equívocos do PT nesses dez anos”, antecipou Aécio.

O senador mineiro vai falar da maquiagem contábil do governo Dilma, que afetaria a credibilidade do país, além do empobrecimento de estados e municípios e do intervencionismo na economia que, dizem os tucanos, está destruindo estatais como Petrobras e Eletrobras.

“Depois do governo Geisel, o governo do PT foi o que mais se intitulou nacionalista, e isso trouxe enormes prejuízos para as estatais, destruindo o patrimônio da Petrobras e da Eletrobras, em contraponto com o fortalecimento do Estado”, afirmou o tucano.

Assim como presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, o tucano ataca a participação de Dilma em evento ao lado de José Dirceu: “Será surpreendente se a presidente da República aparecer ao lados de condenados do mensalão. Será um ato de afronta ao Supremo se a presidente levantar as mãos dos condenados. A liturgia do cargo não recomenda uma manifestação pública que soaria como um desagravo aos condenados. Um ato de desrespeito a decisão do Supremo. Esse é um território perigoso. Ela não é uma militante. É a presidente do Brasil”.

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