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Deputado Veneziano nega que o ministro Vital Filho tenha recebido propina para enterrar CPI da Petrobrás

De acordo com a Veja, o dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, disse em sua delação premiada, que negociou o pagamento de R$ 5 milhões ao então senador Gim Argello (PTB-DF) para enterrar a CPI mista da Petrobras no ano passado.

30/06/2015 11:13

O deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) partiu em defesa do seu irmão, Vital do Rêgo Filho, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), e rebateu as informações de um suposto envolvimento do ex-senador no ‘enterro’ da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou esquema de corrupção na Petrobras.30062015093459

“São ilações irresponsáveis. A revista Veja quando fez referência ao empresário não menciona o nome dele (Vital) em nenhum momento, ou seja, a menção que foi feita é de uma possível ajuda, eu não sei se ocorreu, só com um processo investigativo em relação ao senador Gim Argello. As ilações irresponsáveis em dizer que essas ajudas poderiam servir para que o senador Gim Argello poderia exercer influência em relação aos demais senadores da CPI é um assunto que não merece preocupação da nossa parte, tamanha a irresponsabilidade e a falta de veracidade a respeito desse assunto”, declarou.

De acordo com a Veja, o dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, disse em sua delação premiada, que negociou o pagamento de R$ 5 milhões ao então senador Gim Argello (PTB-DF) para enterrar a CPI mista da Petrobras no ano passado. Argello foi vice-presidente da CPI e, segundo o relato da revista, foi o porta-voz da negociação porque exercia influência sobre o presidente da CPI, então senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), e o relator, deputado Marco Maia (PT-RS). Segundo a revista, os recursos teriam sido distribuídos entre eles por meio de doações oficiais.

O parlamentar também comentou os índices alarmantes de violência no estado ao garantir que sua atual postura política não o impedirá de cobrar respostas do governo.

“É preocupante a situação. O que tenho dito é que quando se fala em segurança pública precisa entender as obrigações constitucionais do estado, do governo federal, dos municípios, as mesmas obrigações que nós cidadãos devemos ter nesse instante num cenário onde indicadores mostram a preocupação de todos nós como integrantes de uma coletividade. É preciso investimento maior, policiamento repressivo e ostensivo a fim de que nós tenhamos a conquistar a tranquilidade, não só a sensação, mas a certeza”, opinou.

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