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Comissionados nomeados sem concurso na Prefeitura de CG são oito vezes maior que gestão Veneziano

12/12/2013 00:01

 

campina grandeA quantidade de servidores não concursados, nomeados pela gestão do atual prefeito Romero Rodrigues (PSDB) já é oito vezes maior que na gestão anterior, do ex-prefeito Veneziano Vital do Rêgo (PMDB). A constatação está no Sistema de Acompanhamento da Gestão dos Recursos da Sociedade – Sagres, do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba – TCE-PB.

De acordo com os dados mais recentes disponibilizados no Sistema, referentes ao mês de setembro de 2013, a Prefeitura de Campina Grande conta com 300 servidores comissionados e mais 2.420 servidores contratados por “excepcional interesse público”, o que dá um total de 2.720 servidores contratados sem concurso público, através de nomeação, pelo prefeito Romero Rodrigues.

Este número é 8,6 vezes maior que o último mês da gestão do ex-prefeito Veneziano (dezembro de 2012), quando existiam, apenas, 310 comissionados e 04 servidores contratados por “excepcional interesse público”, segundo o Sagres. Para ter aceso aos dados é só acessar o site do TCE-PB: www.tce.pb.gov.br e entrar no Sistema Sagres On-line, optando por “Esfera Municipal” e acessando os dados referentes a Campina Grande. Depois, escolhe o mês e verifica o andamento das nomeações.

Falta dinheiro na PMCG – De acordo com Veneziano, manter uma folha de cargos de confiança enxuta possibilitou à sua gestão investimentos em obras com recursos próprios, como por exemplo a Vila Olímpica Plínio Lemos (R$ 6,5 milhões, sendo 100% de recursos próprios), o Terminal de Integração (R$ 2,2 milhões, sendo 100% de recursos próprios), a Noiva Feira da Prata (R$ 10 milhões, sendo 50% com recursos próprios), dentre outras importantes obras e ações da administração municipal.

Porém, o atual prefeito Romero Rodrigues mudou essa realidade e preferiu investir na contratação de servidores sem concurso público. Com isso, a cidade ficou sem verbas para algumas ações importantes, como a manutenção dos Restaurantes Populares e Cozinhas Comunitárias, que estão fechados desde o início da atual gestão; ou o pagamento dos salários de algumas categorias de servidores e de compromissos do São João com prestadores de serviço, quadrilheiros e sanfoneiros.

O manual do bom gestor diz que a prefeitura não pode ser vista como cabide de empregos. Não pode o gestor lotar a prefeitura para atender a compromissos com os companhei