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Cássio diz que não existe um segundo plano sobre sua candidatura, “sou elegível”

"Esse argumento foi usado também nas eleições de 2010, que diziam que eu não poderia assumir um cargo público e aqui estou”, esclareceu.

29/05/2014 14:10

Esta manhã (29), o senador paraibano Cássio Cunha Lima, pré-candidato ao Governo do Estado pelo PSDB, para as eleições deste ano, esteve nos estúdios da Rádio Sanhauá para conceder entrevista aos jornalistas Antônio Malvino e Gutemberg Cardoso.

Perguntado sobre sua pré-candidatura ao Governo, Cássio afirmou que não existe um plano B e que é elegível. “Não ocorrerá nenhuma estratégia de segundo plano, sou elegível. Esse argumento foi usado também nas eleições de 2010, que diziam que eu não poderia assumir um cargo público e aqui estou”, esclareceu.

E acrescentou, “é o velho e conhecido terrorismo eleitoral realizado por quem não quer uma política transparente, aberta. Vamos deixar o povo votar. Deixar o povo com sua soberania decidir o que é melhor para a Paraíba. É um embate eleitoreiro, por isso reafirmo que não existe um plano B”.

Sobre os números positivos nas pesquisas, Cássio disse que é sempre um fator múltiplo e que não tem uma razão exclusiva das intenções de voto. “Mas esse avanço é o reconhecimento expressivo da maioria daquilo que fizemos no Estado, que foram as ações, os programas de desenvolvimento. Foi um Governo administrado não apenas por pedra e cal, mas também de carne e osso”, destacou.

Cássio falou ainda sobre algumas atitudes do governador Ricardo Coutinho no comando do Estado. Ele disse que o estilo belicoso e de confronto não amplia o desenvolvimento. “Ele pega um, problema e não sabe resolver, ao invés disso, ele aumenta o problema. É preciso compreender que os entraves precisam ser resolvidos, se não todos, pelo menos uma parte”.

O senador citou como exemplo a Segurança Pública com a redução do quadro da Policia Civil, o permanente confronto com as Instituições, Justiça, Ministério Público, Comércio, Indústria e tantos outros. “Ricardo não conversa. Ele leva para o Governo a postura que sempre teve quando fazia parte dos Sindicatos. A união de forças, a paz, foi um dos principais pontos prometidos por ele e isso não aconteceu. Falta ao governador encontrar sensibilidade, um governo humano, que respeita a dignidade humana”, ressaltou.

Quanto às demissões feitas por Ricardo, Cássio disse que esse tipo de atitude nunca foi visto na Paraíba. “O clima de instabilidade, de terror que se instaurou não permitem às pessoas trabalharem de forma tranquila. É uma tensão diária, temendo estar desempregado no minuto seguinte”, observou o senador.

Fabrícia Oliveira