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Cássio contesta opinião de Marlon Reis sobre inelegibilidade

Candidato tucano ao Governo afirma que "não entraria em aventura" e classifica Marlon Reis como militante político: "Como advogado aprendi que juiz só fala nos autos"

21/07/2014 10:07

 

B5IKC-1O candidato do PSDB ao Governo da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB) contestou hoje a opinião do juiz Márlon Reis sobre a inelegibilidade imposta pela Lei da Ficha Limpa. Durante entrevista ao programa Tambaú Debate, da Nova Tambaú FM, o candidato tucano afirmou que não teria entrado na disputa pelo Governo da Paraíba caso corresse o risco de ser declarado inelegível: “Eu não entraria numa aventura. Não me candidataria se achasse que correria esse risco. Sou elegível e já cumpri minha pena, que foi de inelegibilidade por três anos. Ainda que se aplicasse os oito anos, eles estariam cumpridos no dia 1º de outubro. Além do mais, a Justiça anulou o segundo turno de 2006 e foi por isso que José Maranhão pôde assumir. Sobre o que o juiz Márlon Reis disse, eu aprendi, como advogado que juiz só fala nos autos. A opinião dele é de um militante político”, resumiu.

Cássio também aprofundou as críticas ao ex-aliado, Ricardo Coutinho (PSB), que disputa a reeleição e reclamou do que chamou de perseguição do socialista a servidores cujo posicionamento político diverge da atual gestão. Como exemplos, citou o caso dos médicos Verissinho, Ivanes Lacerda e Dinaldo Filho. O primeiro foi transferido de Pombal para João Pessoa e os demais teriam sido impedidos de trabalhar na rede estadual por motivação política.

Falando sobre segurança, Cássio prometeu realizar concurso anual para as polícias civil e militar com pelo menos mil vagas e disse que o contingente atual de ambas as corporações é menor do que o que havia há quatro anos.

Mais contundente, ele ainda disse que Ricardo Coutinho não tem nenhuma obra planejada e realizada em sua própria gestão: “O que ele fez foi continuar obras que ficaram do meu tempo de governo, como o Centro de Convenções e as estradas. Pegando um estado saneado e com planejamento de várias obras é fácil realizar esses empreeendimentos. No mais, tem muita ordem de serviço e pouco serviço em ordem”, alfinetou.

O senador voltou provocar o governador Ricardo Coutinho (PSB) e disse que sua gestão, em vez de ser “algodão entre cristais” é “gasolina em incêndio”, pois não investiria na conciliação e sim no conflito não apenas com a classe política, mas com as representações dos servidores públicos.   Parlamentopb