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Cássio analisa possível candidatura de Lula e diz que PSDB tem várias opções

8/05/2017 13:36

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), que atualmente está no comando do Senado, não acredita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha condições de se eleger à Presidência em 2018. Sem diminuir a importância política que Lula tem no país, Cássio atribui o sucesso do petista nas pesquisas à memória recente do eleitor. “Onde ele era menor ficou ainda menor e, onde ele era muito grande, diminuiu o tamanho. Não vislumbro uma oportunidade em que ele possa reverter esse desgaste que está tendo com acusações das quais ele vai se defender”, comenta.

Para o tucano, “ganhar a batalha não significa ganhar a guerra”. E acrescenta “Tem muito chão pela frente e não há como se menosprezar o potencial eleitoral que o ex-presidente Lula tem. Resta saber se ele chegará elegível por conta dos problemas que ele enfrenta perante a Justiça. E a experiência mostra que pesquisas sempre vão olhar para trás. Pesquisa raramente consegue fazer um olhar prospectivo. O que se percebe é o nível de rejeição não só do Lula, mas de outros atores importantes”, diz

 

 

Sobre o candidato tucano para o posto, Cunha Lima se recusa a colocar o prefeito de São Paulo, João Doria, como candidato. “O Doria não é candidato. Ele tem dito, insistentemente, que o candidato dele é Geraldo Alckmin. E o partido tem outras opções além do Alckmin, tem Aécio Neves, Tasso Jereissati, Antonio Anastasia, José Serra e pode ter Doria, mas não posso tratá-lo como candidato quando ele próprio diz que não é”, destaca.
Para Cássio 2018 é o ano da “imprevisibilidade”. “Quem estiver prevendo está fazendo um chutômetro enorme. Tem um conjunto de incertezas que estão fora do alcance dos partidos e dos próprios candidatos. O Brasil já viveu a desesperança, mas agora não é só desesperança é revolta, indignação, intolerância. As pessoas estão de saco cheio”.
Pela primeira vez no comando do Senado, em substituição ao presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que teve um Acidente Isquêmico Transitório (AIT), no último dia 27, Cássio Cunha Lima teve de enfrentar uma ferrenha oposição que buscava ampliar o debate da reforma trabalhista e, consequentemente, o tempo de tramitação. Mediou o conflito com o governo e cedeu em relação ao número de comissões pelas quais a proposta passará, mas ainda pretende acelerar o processo fazendo audiências públicas em plenário.
“A matéria é tão importante e isso deve valer, talvez, lá na frente, na reforma da Previdência. Deveríamos fazer as audiências públicas no plenário, onde todos os senadores pudessem participar. É uma oportunidade extraordinária para desmistificar e derrubar o terrorismo que estão fazendo.”
Aliado do governo, o senador afirma que o Senado trabalhará para manter o texto aprovado pela Câmara na reforma trabalhista e, se for necessário algum ajuste, eles se articularãos para que seja por meio de veto para o projeto não voltar aos deputados. “A Câmara está esperando do Senado um gesto de solidariedade. Eles assumiram o papel de infantaria, e tesm muita gente com medo de morrer no meio dessa guerra”, afirma. Entretanto, o tucano diz que a reforma da Previdência não passará do jeito que está, pelo menos não com o voto dele, citando a necessidade de não alterar as regras para o trabalhador rural. “A aposentadoria rural é um dos mais importantes sistemas de distribuição de riqueza do Brasil. Deixe o rural como está.”
www.reporteriedoferreira.com.br Por  Correio Braziliense