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Prefeitura diz que não pode dar aumento e professores decidem parar

Professores ativos e aposentados de Patos decidiram paralisar as atividades no dia 1º de março de 2013. Categoria pede aumento salarial de 15% retroativo a 1° de janeiro de 2013

23/02/2013 09:49

PXC1-1O Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Patos e Região (SINFEMP), em assembleia geral realizada sexta-feira, dia 22 de fevereiro, com os professores ativos e aposentados de Patos, decidiu paralisar as atividades no dia 1º de março de 2013.

As reivindicações entregues à prefeita Francisca Motta e à secretária de Educação, Adalmira Marques, não foram atendidas e quem representou estas para afirmar que não tinha aumento salarial foi a contadora do município, Clair Leitão, que ainda chamou indiretamente os professores de mal educados, sendo repudiada por todos que estavam presentes.
A presidente Carminha Soares repudiou esse tipo de comportamento, afirmando que todos os professores e servidores presentes mereciam respeito e que a discussão a partir de hoje será diretamente com a prefeita Francisca Motta e a secretária de Educação, que deve trazer uma proposta concreta para a categoria de aumento salarial de 15% retroativo a 1° de janeiro de 2013.
Os professores ficaram revoltados com a postura da contadora e da própria secretaria que deveriam ter apresentado uma contraproposta para os professores de Patos, antecipada, até porque o Executivo recebeu o documento no dia 14 de fevereiro, com 8 dias de antecedência para que fosse dada resposta à categoria.
O SINFEMP vai solicitar, através do Ministério Público Estadual, a relação de todos os professores que recebem pelos 60% do FUNDEB, locais de trabalho, salário que cada um recebe, além da relação dos contratados e comissionados, como também todos os repasses para o Patos Prev, que são descontados dos referidos professores.
No dia 1º de março às 08h da manhã será realizada uma assembleia na Associação Comercial, com os professores, que vão deliberar greve por tempo indeterminado a partir do dia 8 de março, onde será publicado edital em jornal, seguindo todos os procedimentos normais. Após a assembleia todos sairão em caminhada pelas principais ruas da cidade, fazendo concentração na Secretaria de Educação, onde deverá ser feito um acampamento.
No dia 1º de março à tarde será realizada uma assembleia com os servidores da secretaria de saúde, que discutirão aumento salarial. Caso não seja apresentada proposta por parte da Prefeitura, o SINFEMP irá defender a paralisação também dessa categoria. No dia 2 de março, sábado, será realizada assembleia com os servidores das demais secretarias, que também serão convocados para entrar na luta.
A sindicalista afirmou que não tem sentido o ex prefeito Nabor Wanderley ter concedido 156% de aumento salarial em 8 anos e a atual gestora apresenta zero de aumento salarial, sem nenhuma justificativa, até porque houve aumento no número de alunos.
Apenas nos meses de janeiro o município recebeu de FUNDEB o valor de R$ 1.909.856,28 e até o dia 20 de fevereiro o valor de R$ 1.786.820,22 faltando ainda o repasse do dia 28 que deve fechar dois milhões de reais. Até o dia 20 de fevereiro a Prefeitura recebeu R$ 4.426.017,40 envolvendo FUNDEB e FPM.

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