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Tiro que matou o tenente da PM saiu da arma do diretor da Acadepol, diz Polícia

26/10/2018 19:20
 

A arma de onde saiu o tiro que matou o tenente  Erivaldo Moneta, de 34 anos, no último dia 10 de setembro, dia do ataque ao PB1, é do diretor da Academia de Polícia Civil da Paraíba (Acadepol), que atirou em legítima defesa durante a fuga dos detentos.

A informação foi revelada nesta sexta-feira (26) durante coletiva de imprensa da Polícia Civil para para divulgar detalhes sobre a investigação da morte de Erivaldo Moneta da Silva, de 34 anos.

Participaram da coletiva o superintendente da Polícia Civil em João Pessoa, delegado Marcus Paulo, e o delegado de Homicídios, Reinaldo Nóbrega.

Segundo Marcos Paulo, Moneta foi ferido por um único tiro que o atingiu no lado direito da cabeça, e que o tiro foi dado pelo diretor da Acadepol, Severiano Pedro do Nascimento Filho, em legítima defesa. Ele afirmou que depoimentos das testemunhas foram convergentes com os laudos obtidos e conclusivos.

“Os policiais militares disseram que estavam buscando os fugitivos quando perceberam uma moto em atitude suspeita. Deram voz de parada, mas eles não o fizeram. Eles informaram, então, que deram tiros para o alto. Por uma fatalidade, os policiais civis estavam averiguando os danos que os fugitivos haviam deixado na Acadepol, e houve o que todos sabemos”, disse o superintendente durante a entrevista.

Segundo o delegado Reynaldo Nóbrega, eles reagiram para tentar evitar a invasão da Acadepol. “Infelizmente, eles não imaginavam nunca que naquele carro, que vinha atirando na direção deles, estavam policiais militares. O disparo atingiu o capitão Moneta pela janela de trás do carro, que estava com o vidro baixo”, explicou o delegado, que lamentou a fatalidade que vitimou o policial.

Moneta era tenente da PM quando foi assassinado a tiros no dia 10 de setembro deste ano, quando ocorreu a fuga de 92 presos da Penitenciária de Segurança Máxima Romeu Gonçalves Abrantes – PB1, em Jacarapé, em João Pessoa. O oficial estava realizando investigações sobre a localização dos foragidos.

Os laudos relativos à necrópsia, cena de crime, exames de balística, análise de imagens e danos patrimoniais sobre os disparos que causaram a morte do tenente já foram concluídos e entregues ao delegado Reynaldo Nóbrega, titular da Delegacia de Crimes Contra a Pessoa (DCCP), que participará da coletiva para revelar detalhes sobre o caso.

O corpo de Erivaldo foi sepultado em Recife, cidade natal do militar. Ele havia ingressado há 6 anos na PM. No dia 4 de outubro, o Diário Oficial do Estado (DOE) publicou o Ato Governamental nº 3.150, promovendo o militar. O documento, assinado pelo governador Ricardo Coutinho, afirma que o PM morreu em serviço.