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Madrasta e cúmplices são presos após matar menina queimada

18/02/2013 23:13

Reprodução

A Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Infância de Campina Grande prendeu três mulheres e um homem, nesse domingo (17), acusados de assassinar por motivo banal uma menina de 12 anos, em setembro de 2010, em Campina Grande.  A mentora do crime é a mãe adotiva da criança. “A vítima foi queimada viva”, disse o delegado regional de Polícia Civil, Marcos Paulo.

A Justiça local decretou os mandados de prisão preventiva em decorrência de inquérito instaurado que comprovou a participação dos quatro no homicídio.

A delegada Alba Tânia, titular de Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Infância e Juventude de Campina Grande, informou que Bruna Valeska – mãe adotiva da menina – confessou o crime e narrou com detalhes como planejou o assassinato.

Bruna mantinha uma relação homossexual com Alzicleide Diniz e as duas eram responsáveis por duas irmãs. Na mesma casa, também moravam Maria da Guia e Wedson Gomes. Conforme o inquérito policial, as mulheres espancavam regularmente as meninas e as mantinham em cárcere privado. “As garotas ficavam trancadas em casa e faziam todo serviço doméstico. Porém uma das meninas não estava mais agüentando o tratamento e começou a ficar rebelde”, contou a policial.

Em depoimento, Bruna Valeska disse que resolveu matar a garota por causa da sua rebeldia. “Ela mandou o homem comprar o álcool e depois jogou na menina e ateou fogo. Para a menor não fugir, Bruna a trancou no banheiro onde morreu carbonizada”,  comentou a delegada Alba Tânia.

Depois de 24h , o corpo foi colocado em uma caixa de papelão e abandonado na linha férrea do bairro São José, em Campina Grande. “Quando eles deixaram o corpo na linha do trem, os assassinos atearam fogo novamente no cadáver para apagar as impressões digitais”, adiantou a delegada.

Ainda segundo o inquérito, todo o crime foi presenciado pela irmã da vítima que foi pressionada a não comentar o assassinato. “A sobrevivente viu a sua irmã sendo morta pelas mulheres. Como ela ficou com medo de morrer e sofrendo ameaças ficou calada durante anos. Porém, a garota conseguiu fugir de casa, procurou um orfanato e pediu ajuda”.

A direção do orfanato comunicou o caso à Polícia Civil que abriu investigações. “Colhemos material genético da vítima e confrontamos com a da mãe biológica. Ficou comprovado que a garota encontrada morta era a menina que estava sob a guarda de Bruna Valeska”, concluiu a delegada.