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Livro de ATA da Câmara Municipal de Alhandra é furtado e vereadores fazem Boletim de Ocorrência.

O vereador Beto Januário pegou o livro de ATA logo após encerrar sessão que daria posse aos novos parlamentares e o prefeito eleito da cidade. Tudo está filmado

1/01/2013 21:22

O vereador Beto Januário que inicialmente presidiu a sessão da Câmara Municipal de Alhandra, na madrugada desta terça-feira (1º), que daria posse  aos novos parlamentares do município e o prefeito Marcelo Rodrigues (PMDB), não satisfeito com a suspensão da sessão por não poder dar posse a três vereadores que estavam em situação irregular pela não apresentação de documentos em tempo hábil,  ainda levou o livro de ATA da Câmara. Para registrar o sumiço do livro e para ter o respaldo legal de abrir outro livro ATA, o vereador Edielson Nunes, que foi eleito presidente da Mesa da Câmara, registrou nesta terça-feira um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Alhandra.

Segundo Edielson Nunes, o vereador Beto Januário pegou o livro inconformado por não poder dar posse aos vereadores Daniel Miguel,  Josinaldo Pontes  e Geisa Karla, que fazem oposição a administração de Marcelo Rodrigues. “No desespero, já que ele tinha encerrado a sessão e sabia que nos poderíamos dar prosseguimento ao ato solene, ele levou o livro ATA, numa atitude desrespeitosa com a Casa e com o princípio democrático”, disse Edielson, assegurando que tudo está filmado. “Temos a filmagem não apenas do tumulto da sessão, mas do vereador Beto Januário se ausentando da sessão com o livro ATA”, disse Edielson.

Sessão sem respaldo legal

Na tarde desta terça-feira (1º), os seis vereadores que fazem parte da bancada de oposição ao novo prefeito de Alhandra e que são orientados pelo grupo político do deputado estadual Branco Mendes, realizaram uma sessão na Câmara para tomarem posse de seus cargos. Segundo o vereador Edielson, a sessão não tem respaldo legal, pois de acordo com o Regimento Interno da Câmara Municipal de Alhandra, para ser convocada extraordinariamente, a sessão deveria contar com 2/3 da Câmara, ou seja, maioria qualificada, o que não ocorreu. “Eles fizeram a sessão com apenas seis parlamentares, quando o quorum mínimo necessário, neste caso, era de oito vereadores em plenário”, disse Edielson Nunes, que na condição de presidente da Mesa Diretora da Casa vai anular todos os atos desta sessão.

 Assessoria