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Dorta acusa Virgulino de trabalhar para derrubar Cláudio Lima: “ele é uma fraude”

Atual gestor da Seap e antecessor bateram boca ao vivo em programa de rádio.

29/07/2015 15:44

O secretário de Estado da Administração  Penitenciária (Seap), o delegado Wagner Dorta, bateu boca com o ex-secretário da pasta, o também delegado da Polícia Civil, Wagner Virgulino, durante a transmissão do programaCorreio Debate, da 98 FM, no início da tarde desta quarta-feira (29).

Wagner Dorta era o entrevistado do programa em estúdio. Durante a transmissão, ele afirmou, sem citar o nome de Walber Virgolino, que herdou uma pasta sucateada. “Eu encontrei a Seap em estado de calamidade, essa é a verdade. Agora a interpretação cabe a quem quiser. Presos [estavam] comandando algumas cadeias importantes, determinando as ordens, pois bem, deixando o sistema invisível. E, isso não é importante para a sociedade”, comentou.

Após mais alguns minutos de entrevista, Walber Virgulino entrou no programa, por meio de ligação telefônica, para rebater a acusação. “Hoje, a Secretaria Administração Penitenciária vive do que eu fiz ainda. Eu criei a Força Tática Penitenciária, implantei o sistema de vídeo monitoramento, criei o GPOE [Grupo Penitenciário de Operações Especiais], criei as alas LGBT e o pavilhão da Lei Maria da Penha no Roger, construí várias cadeias, remodelei presídios e, acima de tudo, dei respeito e dignidade aos agentes. Agora, escutei através de terceiros que o cidadão ai [se referiu a Wagner Dorta] disse que na minha gestão entrava camarão [no presídio]. Se ele tem essas informações que mande apurar, não fique com acusações levianas, a hora é de trabalhar, de avançar o sistema penitenciário e não de ficar com críticas infundadas, desrespeitosas e antiéticas”, disse.

Walber Virgolino continuou e acusou Dorta de querer copiar a sua forma de atuação na área de segurança pública. “Esse rapaz ai é da minha turma de delegados, e sempre andou na minha cola, sempre andou na minha sombra. Quer ser o que eu sou. Até o discurso de moralidade que usa, de que o Estado é quem manda, ele copiou da época em que era gestor, ele copia tudo meu”, frisou.

E complementou: “O que falta na gestão desse cidadão é estratégia, ele conversa muito e trabalha pouco. Ele devia era se preocupar em dar andamento ao que fiz, principalmente, aos trabalhos de ressocialização”.

“Louco, psicopata”
Logo em seguida, a fala voltou para Wagner Dorta e iniciou-se uma discussão. Durante a transmissão, o atual gestor da Seap acusou o antecessor de promover fraudes no exercício da função pública e de trabalhar para derrubar o atual secretário de Estado da Segurança e Defesa Social, Cláudio Lima.

“Toda a Polícia Civil e Militar conhece a sua história [se referiu a Virgolino], você é a maior fraude da segurança pública do Estado da Paraíba. Vou pontuar aqui, primeiro, quem criou o GPOE e a Egepen [Escola de Gestão Penitenciária da Paraíba] foi o Coronel Arnaldo, em 2012, e não foi você. Segundo, você deixou as cadeias públicas caindo em pedaços. Terceiro, você quando adentrou [na Seap] com sua psicopatia, sua mania de crescer e de passar por cima de todo mundo, e de querer ocupar o cargo de Cláudio Lima, para ser o secretário de Segurança, em 2012, [usou] um preso artesão lá de Santa Rita, que fez um boneco que era do tamanho de uma carteira de cigarro, uma máscara. Você tirou fotografia, quebrou o boneco e noticiou que aquele preso iria usar a máscara para fugir, isso foi matéria nacional.

O atual gestor da Seap ainda adjetivou Virgulino de “psicopata”, “louco” e de “desmoralizado”. “Você não é homem para vir aqui conversar comigo, porque você é a maior fraude da segurança pública. Todas as operações que você faz você retira o mérito da Polícia Militar, você sabe disso. A Polícia Militar do Brejo faz as prisões e você diz que foi você. Então você é um desmoralizado rapaz, você não é homem”, comentou.

Ao final da entrevista, Wagner Dorta disse que Walber Virgulino montou um personagem e mentia para a sociedade se autointitulado o operacional. “Mas, na verdade é o cara mais frouxo da Polícia”, concluiu.

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