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Detentos da Paraíba são transferidos para presídio federal no RN

Oito detentos serão transferidos nesta terça para Rio Grande do Norte. Presidiários do Complexo PB-1 e PB-2 vão para penitenciária em Mossoró

31/07/2012 15:08

Pelo menos oito detentos do Complexo Penitenciário de Segurança Máxima Romeu Gonçalves de Abrantes, conhecido como PB-1 e PB-2, em João Pessoa, serão transferidos nesta terça-feira (31) para a Penitenciária Federal de Mossoró (RN). A assessoria de imprensa Secretaria de Administração Penitenciária disse que os detentos ainda vão passar por exames no Centro de Ensino da Polícia Militar e em seguida vão para o Rio Grande do Norte.

No dia 4 deste mês, outros nove detentos foram transferidos do Complexo PB-1 e PB-2 para a Penitenciária Federal de Mossoró, durante a ação intitulada de Perseu II. De acordo com a assessoria da Seap, a atividade de hoje é uma continuação da ação que ocorreu no início deste mês e é intitulada de Perseu III.

A transferência foi determinada pela Justiça Federal do Estado do Rio Grande do Norte, que acolheu decisão da Vara de Execuções Penais da Comarca de João Pessoa, atendendo a um pedido conjunto formulado pela Secretaria de Administração Penitenciária, Secretaria de Segurança e Defesa Social, com aval do Ministério Público Estadual, após mapeamento elaborado por agentes de inteligência da Seap, Polícia Militar e Polícia Civil.

Por determinação do Secretário Coronel Washington França, a ação está sendo coordenada pelo Tenente Coronel Arnaldo Sobrinho, Gerente Executivo do Sistema Penitenciário, com apoio de agentes penintenciários, entre integrantes do Grupo Penitenciário de Operações Especiais -GPOE, integrantes da Polícia Militar – Choque, Gate, batedores e apoio aéreo com Helicóptero da Polícia Rodoviária Federal, num total de 73 policiais e agentes.

No dia 8 de junho, 210 detentos do Complexo foram transferidos para para unidades de João Pessoa, Patos e Cajazeiras. A ação aconteceu após as rebeliões e tumultos ocorridos no Complexo. No dia 7 de junho, cerca de 200 detentos do Pavilhão 1 quebraram a grade que dá acesso à cozinha do local e iniciaram um tumulto.

A polícia utilizou bombas de efeito moral para controlar a situação. Um presidiário foi ferido por tiro e encaminhado para o Hospital de Emergência e Trauma em João Pessoa, segundo a assessoria do hospital. Já no dia 29 de maio, o local foi palco de uma rebelião que durou 18 horas e um detento morreu.

 

Do G1 PB