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Willian supera “placar ideal”, Ricardo Oliveira marca e Brasil bate a Venezuela

Meia do Chelsea marcou duas vezes, Brasil ainda viu Venezuela descontar, mas novo camisa 9 definiu o placar em Fortaleza

14/10/2015 06:29
Willian comemora o seu gol contra a Venezuela no Castelão em Fortaleza
Andre Penner/AP

Willian comemora o seu gol contra a Venezuela no Castelão em Fortaleza

No domingo, dois dias antes de o Brasil enfrentar a Venezuela em Fortaleza pela segunda rodada das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, Willian esteve com a imprensa para tentar amenizar a pressão que a seleção brasileira sofre por conta da sucessão de decepções desde o último Mundial. Falou que depois da derrota para o Chile na estreia, uma vitória por 1 a 0 contra a Venezuela seria um placar suficiente para dar uma trégua na desconfiança em torno do time de Dunga.

Willian conseguiu superar sua própria expectativa, marcou duas vezes, viu Ricardo Oliveira também deixar o seu e Brasil venceu os venezuelanos por 3 a 1. Mas nem mesmo a primeira vitória brasileira nas eliminatórias afastou do torcedor do selecionado nacional a certeza de que para voltar a ser protagonista no cenário mundial há um longo caminho. E Dunga tentou algo diferente.

Com a obrigação de vencer, o técnico Dunga mudou quatro posições em relação ao time que perdeu para o Chile na última quinta-feira. Três por opção, uma por questão médica. Deixaram o time Jefferson, David Luiz (cortado), Marcelo e Hulk e entraram Alisson, Marquinhos, Filipe Luís e Ricardo Oliveira. Oscar, o mais criticado em Santiago, seguiu no time.

Antes que qualquer mudança fosse “cornetada” ou elogiada, Willian tratou de deixar o placar com o resultado dos seus sonhos logo aos 36 segundos.

Luiz Gustavo desarmou a defesa venezuelana na intermediária e a bola sobrou para o meia chutar forte da entrada da área. O goleiro Alain Baroja chegou a tocar na bola, mas sem firmeza, mandou para as próprias redes.

A postura do volante que iniciou a jogada foi diferente daquela em Santiago e deveria ser mantida em todas as partidas, não apenas contra a fraca Venezuela. A equipe manteve a superioridade territorial, ainda que longe de mostrar jogadas bem tramadas. Longe de iniciar o caminho desejado para a Rússia.

Willian marcou de novo aos 42 do primeiro tempo depois de corta luz de seu colega de Chelsea na entrada da área. Oscar deixou a bola passar e Willian fez 2 a 0

Willian marcou o gol do Brasil diante da Venezuela aos 36 segundos. Foto: Leo Correa/Mowa Press
Com colaboração do goleiro Baroja, Willian marca para o Brasil diante da Venezuela. Foto: Leo Correa/Mowa Press

A fragilidade do rival, o único país que nunca disputou uma Copa entre todos os concorrentes por uma vaga em 2018, ajudou o Brasil a construir a vitória. Nem mesmo o gol de Christian Santos, aos 19 do segundo tempo, foi capaz de mudar o cenário. Ficou apenas a lição de que a bola aérea defensiva brasileira “é um sufoco, amigo”, como diz o famoso narrador. O gol de Santos lembrou o primeiro do Chile na estreia.

Mas a seleção da Venezuela é e sempre será a Venezuela. Depois de ver Oswaldo Vizcarrondo entregar a derrota contra o Paraguai na sua estreia, outro zagueiro entregou o ouro. Fernando Amorebieta furou feio ao cortar cruzamento de Douglas Costa e a bola sobrou para Ricardo Oliveira marcar aos 28 minutos.

Ricardo Oliveira marcou o terceiro gol do Brasil diante dos venezuelanos
Leo Correa/Mowa Press

Ricardo Oliveira marcou o terceiro gol do Brasil diante dos venezuelanos

O placar de 3 a 1 ficou além do que previu o melhor jogador da partida em Fortaleza. “Só a gente sabe como trabalhamos, mas as coisas algumas vezes não acontecem como queremos. Seleção fez um grande jogo, poderíamos ter feito mais gols, e se continuarmos assim o torcedor vai voltar a nos apoiar. O 1 a 0 valeria os três pontos igual, mas ganhar com mais gols é sempre melhor”, disse Willian.

O Brasil agora espera a volta de Neymar para enfrentar a Argentina no dia 12 de novembro em Buenos Aires. Cinco depois, no dia 17, enfrenta o Peru em Salvador.

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