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Vereadora desaparecida no PR é suspeita de ter simulado o próprio sequestro

3/01/2013 12:00

Desaparecida desde terça-feira (1º), a vereadora de Ponta Grossa (PR) Ana Maria Branco de Holleben (PT) reapareceu nesta quarta-feira (2) e foi presa acusada de ter simulado seu próprio sequestro.

Segundo o delegado Luiz Alberto Cartaxo, do grupo antissequestro Tigre, a vereadora, eleita para seu terceiro mandato no ano passado, forjou o crime para impedir a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal.

“Não houve sequestro. Houve uma simulação, com o objetivo de proteger interesse próprio. Ou seja: não exercer seu direito de voto junto à Câmara Municipal na eleição da Mesa Diretora”, afirmou Cartaxo, em entrevista coletiva.

Holleben integra a bancada de oposição ao novo prefeito, Marcelo Rangel (PPS) –que concorreu contra o primo da vereadora, o deputado estadual Péricles de Mello (PT), nas eleições do ano passado.

São 11 vereadores de oposição, contra 12 da situação. Por causa do episódio, a sessão que escolheria a direção da Casa, a ser realizada ontem à tarde, foi suspensa. O bloco de oposição não compareceu ao ato, que foi adiado por falta de quórum.

A reportagem não conseguiu falar na noite desta quarta-feira com a vereadora ou com Péricles, que também é presidente municipal do PT em Ponta Grossa.

O falso crime, segundo o delegado, foi admitido
em depoimento por um funcionário da vereadora, o motorista Idalécio Valverde da Silva, e sua mulher, Suzicleia Valverde da Silva. “Eles contaram toda a trama”, disse Cartaxo.

A polícia ainda investiga se houve participação de outros políticos na ação. “Essa possibilidade é real. Entretanto, entre a possibilidade real e a prova cabal, há uma diferença enorme”, afirmou o delegado.

A vereadora, que ficou em local incerto por 24 horas, se apresentou espontaneamente num hospital da cidade, em “delicado estado de saúde”, segundo a polícia.

Ela foi presa em flagrante e será autuada sob suspeita de falsa comunicação de crime, fraude processual e formação de quadrilha, assim como outras quatro pessoas que participaram da ação.

 

 

 

 

da Folha