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Uruguai anuncia que vai cobrar R$ 5,75 o grama da maconha

5/08/2013 17:36

A lei de legalização da maconha no Uruguai ainda não foi votada pelo Senado, mas já se sabe o preço que a droga será vendida nas farmácias se a nova legislação entrar em vigor: US$ 2,50 (R$ 5,75) o grama. A informação foi dada pelo secretário-geral da Junta Nacional de Drogas do país, Julio Calzada, à agência de notícias Télam.

Segundo ele, o valor está de acordo com o que já é praticado no mercado negro do país.

O projeto de lei aprovado pela Câmara de Deputados do Uruguai na semana passada autoriza a compra de até 40 gramas por mês da droga, para pessoas com mais de 18 anos, em farmácias que terão uma licença especial para comercializá-la.

Calzada também afirmou que haverá um controle para que o país não se torne destino turístico para o consumo da droga. “Vamos ter um registro de usuários com a condição de residência no país, que não vai depender na nacionalidade ou da cidadania, só da residência”, disse.

O projeto divide opiniões entre os uruguaios. Segundo pesquisa recente do instituto Cifra, a liberação da maconha é rejeitada por 63% da população. Os governistas argumentam, porém, que ela é necessária para combater o tráfico e o crime organizado –segundo eles, a guerra às drogas é custosa e fracassada.

Em meio à polêmica, o presidente uruguaio cogitou nesta segunda-feira (5) submeter o projeto à referendo, segundo o jornal “La República”.

“Estão impulsionando (na oposição) um referendo –e espero que o façam–, pois é preciso sair e debater tudo isso. Se não o fizerem, estou pensando em promover isso para que o povo uruguaio se inteire de tudo isso”, afirmou Mujica à publicação.

A proposta foi aprovada na quarta-feira (31) na Câmara dos Deputados por 50 votos a 46, após mais de 13 horas de acalorados debates. O texto segue para votação no Senado, onde a Frente Ampla de Mujica também é maioria.

Caso seja aprovado, o país será o primeiro do mundo em que a produção, a distribuição e a venda de maconha a consumidores adultos serão reguladas pelo Estado.

 

 

 

 

da Folha