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Síndrome faz menina de 5 anos ter apetite ‘incontrolável’

30/04/2013 00:05

A menina Ava Carvey, de 5 anos, sofre de síndrome de Prader-Willis (Foto: Caters)A menina inglesa Ava Carvey, de 5 anos, sofre da síndrome de Prader-Willi (Foto: Caters)

Uma menina inglesa de cinco anos de idade segue uma dieta de baixas calorias e está sob vigilância permanente dos pais por possuir um distúrbio raro, que faz com que ela tenha um apetite “incontrolável”: a síndrome de Prader-Willi. Se não for monitorada, a doença pode fazer com que ela coma até a morte, segundo a Caters.

A cozinha da casa de Ava Carvey possui grades e a entrada dela ao ambiente é restrita, afirmou a mãe da garota, Marika Carvey, à agência de notícias. A menina foi diagnosticada com a síndrome quando completou nove semanas de vida.

Marika, de 35 anos, nunca deixa os irmãos de Ava comerem na frente da garota, para evitar que ela tente pegar a comida deles. “Obesidade é um problema comum em crianças com essa síndrome. Então, ao invés de biscoitos e doces, nós damos passas para ela como sobremesa”, disse a mãe à Caters.

A síndrome é genética e costuma causar baixa estatura, fraqueza muscular e apetite excessivo, o que pode levar ao peso exagerado. “Eu nunca dei ovos de Páscoa para ela [Ava]. Em seu aniversário, ela ganha gelatina ao invés de bolo”, ressaltou a mãe, Marika.

Outra característica da doença é que seus portadores não costumam gastar energia tão rápido quanto outras pessoas, aponta a agência de notícias. “Ava está começando a entender que a Prader-Willi faz com que ela sinta fome, mas não a impede de comer [quando precisa]. Então ela está progredindo bem”, afirmou a mãe, em entrevista.

Cuidados
A família toma certos cuidados para evitar que Ava Carvey fique exposta à comida, sob o risco de ela “surtar” por não poder se alimentar. “Ela já teve alguns ataques, especialmente quando há comida e ela não pode pegar. Mas a maior parte do tempo ela é uma menina bem alegre e feliz”, conta a mãe.

Os pais pedem que garçons em restaurantes deem a ela porções menores que para os demais membros da família, e assim que todos acabam de comer, eles saem rapidamente do local. “Se ela nota quais são os alimentos que outras pessoas estão comendo [em outras mesas], ela começa a ficar fora de si – e às vezes tenta comer sobras”, pondera Marika.

G1