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Sindicato diz que juiz preso pela PF também é investigado em fraude do DPVAT

19/04/2013 16:17

O presidente do Sindicato dos Servidores da Justiça da Paraíba, João Ramalho, revelou na manhã desta sexta-feira, 19, em participação na Rádio CBN João Pessoa, que o juiz José Edivaldo Albquerque, preso ontem na operação Astrengere é também investigado caso de fraudes ao seguro DPVAT que pode chegar ao valor de R$ 30 milhões. O caso também foi alvo de operação da Polícia Federal no meio do ano passado, onde três advogados foram presos.

No dia ontem, a PF realizou a operação Astrengere que culminou com a prisão do juiz, de quatro advogados, um delegado e servidores da Justiça. Eles são acusados de fraudar processos.

Na operação Sinistro desencadeada em 14 de junho do ano passado, a Polícia Federal revelou que um esquema para fraudar o seguro DPVAT foi instalado na Paraíba através de um servidor da Justiça que conseguiu uma carteira da OAB usando documentos falsos e a partir daí associou-se ele a advogados em escritórios de advocacia nos Estados da Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco, entre outros.

Ato seguinte, foi montado esquema de captação de beneficiários hipossuficientes em diversas localidades. Em alguns casos, ações judiciais foram ingressadas mediante pagamento de vantagemfinanceira a servidor público, a fim de agilizar o trâmite dos processos.

Os beneficiários, a grande maioria do interior dos estados da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte permaneciam alheios ao andamento processual e quando era determinado o pagamento apenas o advogado e as demais pessoas envolvidas rateavam o dinheiro. Os beneficiários er5am substituídos nasaudiências, por terceiro, pois nunca tinham conhecimento das datas das audiências.

Na ocasião não foi revelado a participação de nenhum magistrado, mas agora com a prisão do juiz por conta de outra investigação, o presidente do Sinjep disse que não por que manter o sigilo e adiantou que existe outro juiz sendo investigado no caso DPVAT.