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Reviewmetria: Tomb Raider

26/02/2013 02:00
Reprodução

Tomb Raider

Tomb Raider chega aos consoles e PCs apenas no dia 5 de março, mas nesta segunda-feira foram publicaras as primeiras análises do aguardado reboot. Será que o jogo fará jus à heroína mais importante dos videogames ou a influência de Uncharted e jogos de tiro acabaram interferindo no retorno da nossa amada Lara Croft ?

O jogo foi muito bem recebido pela crítica, que não pouparam elogios à nova heroína, à exuberante e vasta ilha na qual o jogo se passa e à história de sobrevivência. Por outro lado, aparentemente, a violência crua, com toques de crueldade e sadismo, pode incomodar os mais sensíveis.

Veja o que andam falando de Tomb Raider por aí:

Polygon

“Tomb Raider ainda emprega alguns dos toques cinematográficos popularizados nesta geração, mas sua execução não limita os jogadores. Lara não é magnetizada para agarrar superfícies próximas quando ela pula perto delas. Ela não se depara com paredes invisíveis que a impedem de subir mais alto. Fora a coleção de itens, o mais próximo que Tomb Raider chega a afunilar os jogadores a um único caminho é bloqueando certas áreas até que Lara tenha o equipamento certo. (…) Em vez de restringir o caminho do jogador na tentativa de contar uma história como um filme, Tomb Raider é confiante o suficiente para deixar os jogadores irem para onde quiser. É revigorante.

Essa liberdade é oferecida em locais que valem a pena explorar. O Dragon’s Triangle não é exatamente um mundo aberto, mas está longe de ser apenas uma série de corredores de temática selvagem. Cada locação principal tem múltiplas zonas, muitas das quais são amplamente abertas para Lara explorar da maneira que ela quiser. Você pode disparar pelo jogo, indo rapidamente de objetivo a objetivo, mas explorar recompensa. Cada caminho paralelo, cada penhasco solitário à distância tem algum bônus esperando para ser descoberto – itens que podem ser usados para atualizar as armas de Lara, caixas que dão pontos de experiência ou páginas de um diário que ajuda a compor a estranha história desse lugar.”

Divulgação

Tomb Raider
Tomb Raider. Foto: Divulgação

Gamespot

“É fortificante testemunhar a jornada de Lara, de um indivíduo cheio de medo (e não sem razão) que ela é quando chega à ilha à sobrevivente confiante que ela se torna. Em partes mais avançadas do jogo, em que ela prova aos cultistas residentes que ela não é a pessoa facilmente intimidada que eles acreditam ser, ela vira o jogo, soltando gritos de guerra que botam medo em seus corações. Aspectos da história que saem do arco de Lara não são igualmente fortes; há reviravoltas que acontecem tardiamente no jogo que você prevê horas antes, por exemplo, e certos vilões não oferecem muitas nuances. Mas como uma introdução à lendária Lara Croft, Tomb Raider é uma história de sucesso; ela emerge como uma figura forte, carismática e humana, e você fica ansioso para saber o que o futuro reserva a ela.”

Nota: 8,5 de 10

Eurogamer

“A primeira hora do jogo é bem deprimente. É também embaraçosa, a não ser que você tenha paredes grossas ou vizinhos que possam tratar o barulho como ambiente de fundo para o filme pornográfico violento que eles estão fazendo. Quando Lara não está gritando, arfando e gemendo, ela está ocupada sendo perseguida, apalpada e amarrada. Suas mortes são acompanhadas por gemidos orgásmicos que fariam Ben Dover exigir outra cena que fosse menos exagerada.

(…)

“Parece haver duas forças conflitantes trabalhando aqui: uma história que quer ser contada e um jogo que está sempre lembrando a todos de que ainda é um jogo. Dentro de algumas horas, Lara supera seus escrúpulos morais ao ponto de alegremente atacar os inimigos com uma picareta, preferencialmente na cabeça. Esse tipo de violência excessiva em videogames pode ser comum, mas soa incongruente ao lado de uma história que tenta ser sutil e realista.

Tomb Raider. Foto: Divulgação