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Renan Calheiros é reeleito presidente do Senado Federal

1/02/2015 20:05

 

RERERECandidato oficial do PMDB ao comando do Senado Federal, o senador Renan Calheiros venceu o adversário Luiz Henrique na eleição realizada neste domingo (1º), em Brasília, e foi reeleito para continuar presidindo a Casa e, consequentemente, do Congresso Nacional.

Apesar de ser o candidato de seu partido e favorito máximo a vencer o pleito, Calheiros teve uma vitória relativamente apertada, em uma Casa em que normalmente as disputas acabam com resultados mais folgados.

Antes da votação, Calheiros contabilizava contar com o apoio de 55 colegas. No total, entretanto, o legislador alagoano teve apenas 49 votos, seis a menos do que o esperado. Luiz Henrique, que contava com 38, recebeu 31. Apenas um voto foi nulo.

É a quarta vez que o político alagoano, no Congresso Nacional desde 1983 – quando foi deputado federal por seu Estado – assume a presidência do Senado.

Trajetória
José Renan Vasconcelos Calheiros nasceu numa família de classe média de Murici (AL), em 1955. O pai, o comerciante Olavo Calheiros Novais, e a mãe, a dona de casa Ivanilda Vasconcelos Calheiros, criaram dez filhos, alguns deles mais tarde também engajados na política, como o deputado estadual Olavo Calheiros e o prefeito de Olinda (PE), Renildo Calheiros. Um dos três filhos de Renan com a artista plástica Verônica Calheiros, Renan Filho, seguiu o mesmo caminho. Ele acaba de assumir o governo de Alagoas.

A carreira política do atual presidente do Senado começou no campus universitário, quando engajou-se no movimento estudantil e elegeu-se presidente do Diretório Acadêmico da área de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Ainda estudante de Direito, em 1978, foi eleito deputado estadual pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

Renan tornou-se bacharel em direito em 1982, ano em que foi eleito deputado federal. Na eleição indireta de 1985, votou em Tancredo Neves. Em 1986, assumiu o comando do PMDB alagoano e elegeu-se deputado federal constituinte. Na Assembleia Nacional, foi da subcomissão de Negros, População Indígena, Pessoas Deficientes e Minorias, e da Comissão de Ordem Social. Defendeu o parlamentarismo, a regulamentação do direito de greve (inclusive do funcionário público) e as garantias sociais que hoje estão asseguradas na Constituição. Uma das propostas de Renan que marcaram a Constituição foi a que instituiu o voto facultativo para jovens de 16 a 18 anos.

O então deputado começou o governo de Fernando Collor de Mello (1990) como líder do governo na Câmara. Com o término do mandato na Câmara, em janeiro de 1991, ele se tornou vice-presidente da Petrobras Química (Petroquisa), subsidiária da Petrobras. Na legislatura seguinte, estreia do governo Fernando Henrique, Renan estava de volta ao Congresso, mas dessa vez como senador. Em abril de 1998, virou ministro da Justiça, cargo que ocupou até julho do ano seguinte.

Em 2001, assumiu a Liderança do PMDB no Senado e integrou o comando nacional do partido. Em 2002, relatou a medida provisória que regulamentou o pagamento de benefícios a anistiados políticos. Trabalhou pela aprovação do Estatuto do Desarmamento e foi autor do projeto de resolução que convocou o referendo sobre a proibição de comercialização de armas de fogo no Brasil.

Renan alcançou a reeleição para o Senado em 2002, para mandato que foi até janeiro de 2011. No ano seguinte foi o relator do projeto que instituiu o programa Bolsa Família, uma das grandes bandeiras do governo Lula. No meio do mandato, em 2005, virou presidente do Senado pela primeira vez, com o apoio de 72 dos 81 senadores.

Reeleito presidente com 51 votos contra 28 para o biênio 2007-2008, Renan acabou se afastando do cargo depois de enfrentar denúncias no Conselho de Ética do Senado.

O senador continuou no exercício do mandato até 2011, e foi reeleito pelo povo de Alagoas para novo mandato, que se encerra em 2019. Foi eleito presidente do Senado em 2013 e tenta agora a reeleição trazendo como bandeira de campanha a modernização da Casa e o fortalecimento da atuação dos senadores. Segundo os números apresentados pela direção da Casa,medidas administrativas adotadas no último biênio geraram uma economia de mais de R$ 500 milhões.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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