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Relator do mensalão vota pela condenação de 9 por lavagem de dinheiro

11/09/2012 13:30

Relator do processo do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Joaquim Barbosa votou nesta segunda-feira pela condenação de nove réus por lavagem de dinheiro. Eles fazem parte dos núcleos operacional e financeiro definidos pela denúncia.

Ele considerou culpados o empresário Marcos Valério Souza, seus dois ex-sócios, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, seu advogado, Rogério Tolentino, duas funcionárias do grupo, Simone Reis e Geiza Dias, e três pessoas do Banco Rural, a sócia Kátia Rabello, o ex-vice-presidente José Roberto Salgado e o executivo Vinícius Samarane. Ele votou pela absolvição da ex-diretora do Rural Ayanna Tenório.

Outros nove ministros ainda precisam analisar este capítulo da denúncia. O julgamento será retomado na quarta-feira.

A pena prevista para o crime de lavagem é de 3 a 12 anos de prisão. Para o relator, foram comprovadas 46 operações de lavagens de dinheiro do Banco Rural para o esquema, sendo que os recursos teriam sido utilizados no pagamento de parlamentares.

“Levando em conta apenas o descrito na denúncia, foram identificadas e comprovadas 46 operações de lavagem de dinheiro disponibilizado no Banco Rural”, afirmou o relator.

Barbosa afirmou que a ocultação da origem do dinheiro ocorreu por meio de saques na boca do caixa do banco e também por empréstimos simulados. O relator apontou o sistema de lavagem em três pontos: no primeiro havia fraudes contábeis, depois simulavam-se os empréstimos e, em seguida, o repasse às pessoas sem a identificação dos verdadeiros destinatários, com total ciência do Banco Rural.

Segundo o relator, o banco informava ao Banco Central e ao Coaf (Conselho de Administração Financeira) que os recursos eram sacados pelas agências do empresário Marcos Valério, apontado como operador do esquema, e eram para pagar fornecedores. Na prática, no entanto, Valério indicava de forma informal ao Rural a identificação de sacadores.

Para o relator, o Rural sabia que Valério agia a pedido do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.

 

 

 

 

da Folha