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Protestos em Benghazi mostram que líbios não aceitarão tirania, dizem EUA

Líbios expulsaram milícias islâmicas de Benghazi, capital do país. Povo não trocará tirania de ditador pela da multidão, disse porta-voz.

23/09/2012 07:22

Os Estados Unidos disseram no sábado (22) que a raiva contra as milícias islâmicas em Benghazi, na Líbia, foi um sinal claro de que os cidadãos não estão dispostos a permitir o domínio do que eles chamaram de extremistas.

“É a opinião dessa administração que este é um sinal muito claro do povo líbio de que eles não vão trocar a tirania de um ditador pela tirania da multidão”, disse o porta-voz da Casa Branca Josh Earnest.

Líbios observam protesto contra brigadas de al-Shariah Brigades e milícias islâmicas. (Foto: AP)

“Isso também é uma indicação de que o povo líbio não está à vontade com o que dizem alguns extremistas, assim como aqueles que defendem e praticam a violência para abafar as vozes e as aspirações do povo líbio.”

A milícia islâmica Ansa al-Sharia se retirou de Benghazi na manhã de sábado, em uma onda de raiva contra os grupos armados que controlam grande parte da Líbia, mais de um ano após da derrubada do ditador Muammar Gaddafi.

Um porta-voz do grupo, que algumas autoridades americanas e libanesas culpam pelo ataque ao consulado dos EUA em Benghazi, na semana passada, em que o embaixador e três outros americanos foram mortos, disse que tinha deixado suas bases para “preservar a segurança na cidade”.

 

G1