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Professores vão descumprir ordem judicial e grevistas em estágio podem perder vaga

“Existe uma fila de professores que estão querendo entrar para trabalhar”, disse o prefeito Luciano Cartaxo.

31/03/2015 18:03
Presidente do Sintem, Daniel de Assis (Crédito: SintemJP)

Presidente do Sintem, Daniel de Assis (Crédito: SintemJP)

Os professores da rede municipal que integram a greve da categoria, em João Pessoa, decidiram permanecer de braços cruzados, descumprindo decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), que considerou o movimento ilegal. A informação foi confirmada, nesta terça-feira (31), pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município de João Pessoa (Sintem), Daniel de Assis.

A decisão de continuar a greve foi definida em assembleia da categoria. Segundo o sindicalista, os professores não vão abrir mão dos 16% pedidos de reajuste salarial. A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) já ofereceu 3% à categoria e tem mantido negociação permanente com a categoria. Os alunos da rede municipal estão sem aula desde o último dia 16.

“Hoje temos 92 escolas fechadas e vamos nos unir ainda mais para continuar o movimento. Já recorremos da decisão judicial, através da nossa assessoria jurídica e vamos esperar a resposta da justiça em relação a essa decisão”, disse Daniel Assis em entrevista à Rádio Arapuan FM.

Sobre a multa diária de R$ 5 mil pagos pelo não cumprimento da decisão, ele afirmou que a categoria está ciente e preparada para arcar com as consequências.

Estágio probatório
Sobre a possibilidade de demissão dos professores concursados contratados há mais de um mês, em estágio probatório e que já aderiram à greve, o sindicalista Daniel Assis classificou o fato como uma “ameaça” à categoria.

O prefeito Luciano Cartaxo (PT) tem analisado, junto à Procuradoria Geral do Município, a possibilidade de impetrar ações na Justiça contra os professores que estão em estágio probatório, portanto, em período de avaliação sobre a aptidão para o cargo.

“O caminho é sempre o diálogo, mas estamos analisando com o nosso secretariado ações judiciais. Existe uma fila de professores que estão querendo entrar para trabalhar. Somos pressionados todos os dias para fazer a ampliação desse concurso, chamar mais professores que queiram estar dentro da sala de aula”, disse Luciano Cartaxo.

O prefeito voltou a lembrar do esforço para manter o equilíbrio financeiro da Capital e reforçou a proposta que garante um reajuste salarial de 3%, o que eleva o salário dos professores para R$ 2.506, referente a 30 horas de trabalho semanais. O valor representa o segundo melhor salário pago à categoria em todo o Norte e Nordeste do país.

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