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Professores repudiam supostos abusos da PM na UEPB de Guarabira

3/11/2017 13:53

Segundo versão da professora, a PM não fez a prova porque estava fardada, de serviço e armada.

Os professores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) emitiram nota repudiando de forma veemente os supostos “atos de abuso de autoridade perpetrados por integrantes da Polícia Militar no Campus III da UEPB, em Guarabira”. A nota foi motivada pelo incidente envolvendo uma aluna, qué é policial militar, durante a aplicação de uma prova no curso de Direito do Campus. Segundo versão da professora, a PM não fez a prova porque estava fardada, de serviço e armada.

 

Abaixo a nota:

Os referidos fatos se materializaram, no dia 26 de outubro, na tentativa de prender uma aluna e o Diretor de Centro, sem ordem judicial e por iniciativa de um policial que alegava depredação do patrimônio público pelo fato de uma aluna está escrevendo em um muro, reservado para este fim, pelo colegiado do Campus. Esta semana, no dia 31 de outubro, uma professora solicitou que uma aluna PM, que estava de plantão, portando arma e radio comunicador, deixasse para fazer a prova na data da reposição. Em seguida, a aluna saiu da sala de aula e voltou com uma guarnição policial para intimidar a professora.

 

A Assembleia Geral dos professores da UEPB entende que ambas as iniciativas dos agentes policiais configuram atentados a autonomia universitária. A mais recente, busca transformar uma decisão de uma professora que tem autonomia didático-pedagógica em um fato policial.

 

Isto posto, os professores presentes na Assembleia Geral, entendem que o responsável pelas decisões em sala de aula é o professor, cabendo, quando necessário, recursos as instâncias da Universidade. Assim, os professores repudiam a tentativa de integrantes da Polícia Militar de, primeiramente , impedir a livre expressão de ideias e pensamentos e, posteriormente, de buscar transformar questões acadêmicas e pedagógicas em um caso policial.

 

Ademais, nos solidarizamos com os professores, professoras e aluna do Campus III, vítimas dos fatos aqui narrados.

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