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Primeira tarefa dos novos ministros é cortar cargos e secretarias

Enquanto Dilma dá prazo de um dia, ministros recém-empossados pedem prorrogação de uma semana para apresentarem plano de cortes, que deve incluir 3 mil cargos

6/10/2015 16:54
A Presidente Dilma Rousseff durante cerimônia de posse dos novos ministros, na segunda-feira
Valter Campanato/Agência Brasil – 5.10.15

A Presidente Dilma Rousseff durante cerimônia de posse dos novos ministros, na segunda-feira

Ao darem início aos trabalhos, nesta terça-feira (6), um dia após serem empossados pela presidente Dilma Rousseff, os novos ministros da República se concentraram na análise para corte pessoal de enxugamento das pastas. O Planalto deu prazo até o dia seguinte para que os titulares apresentem uma proposta de reestruturação para cada órgão.

Mas os novos ministros estão negociando um prazo mais estendido, em pelo menos uma semana, para que o novo desenho das pastas seja apresentado. Os planos deverão ser entregues à recém-criada Comissão Permanente para a Reforma do Estado.

Criada oficialmente nesta terça-feira, a comissão será presidida pelo ministro Nelson Barbosa (Planejamento) e terá como membros os ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Jaques Wagner (Casa Civil), além de nomes de fora do governo, convidados a participar.

Ao empossar chefes a dez pastas, presidente afirmou que é preciso fazer mais com menos
Blog do Planalto – 5.10.15

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A reestruturação ministerial deverá incluir o corte de pelo menos três mil cargos comissionados e a extinção de outras 30 secretarias nacionais espalhadas pelos Estados. O objetivo do governo é fazer uma economia que deverá somar R$ 200 milhões até o fim do mandato de Dilma.

Redução de salários
Além da reestruturação, a presidente enviou ao Congresso Nacional proposta de alteração de decreto legislativo que estabeleceu seu próprio salário, o do vice-presidente e o dos ministros. O decreto foi aprovado no final do ano passado.

A mudança, publicada no Diário Oficial da União, prevê a redução em 10% dos salários brutos. A proposta precisa ser aprovada pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados para passar a valer.

A partir daí, a presidente, o vice e os ministros passarão a receber R$ 27.841,23, em vez dos R$ 30.934,70 que recebem atualmente.

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