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Prefeita de Monte Horebe está sendo acusada de corrupção

A prefeita, que terá, por decisão judicial, de ficar afastada por no mínimo 100 metros dos prédios públicos municipais ainda brincou e disse que seria difícil cumprir a norma porque a cidade é muito pequena.

22/07/2015 11:22

NXUHUE-1A prefeita de Monte Horebe, Cláudia Dias (DEM), disse que está à disposição para colaborar com a Operação Monte Sinai, deflagrada hoje de manhã pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU) e a Polícia Militar da Paraíba (PM-PB). Além disso, ela afirmou que as denúncias de corrupção contra prefeitos são “uma praxe” e “normais”. Cláudia é acusada, junto com o ex-prefeito, Erivan Dias Guarita e o secretário por desvios de dinheiro público que teriam ocorrido entre os anos de 2010 e 2012. A verba desviada deveria ter sido usado para a compra de alimentação, obras de construção civil e foi empregada na contratação ilegal de “funcionários fantasmas”.

“É uma praxe. Prefeito sempre é acusado de desvio de recursos. De certa forma, isso é normal. É bom que tudo seja apurado. O problema foi na gestão anterior, de Erivan Guarita, quando eu era secretária de Administração. Nada a temer. Estou à disposição da Justiça para esclarecer qualquer fato”, disse ela.

A prefeita, que terá, por decisão judicial, de ficar afastada por no mínimo 100 metros dos prédios públicos municipais ainda brincou e disse que seria difícil cumprir a norma porque a cidade é muito pequena.

O promotor Octávio Paulo Neto revelou que durante a investigação, que dura três anos, foi pedido a quebra de sigilo bancário e fiscal e detectado valores oriundos da prefeitura nas contas pessoais da prefeita e do ex-prefeito. Os valores detectados na conta da prefeita perfazem um total de R$ 50 mil; já na do ex-prefeito, em torno de R$ 20 mil. Esse dinheiro viria de processos licitatórios nos quais as empresas contratadas pela prefeitura descontavam cheques e os valores eram destinados para a conta da prefeita, além de funcionários fantasmas que repassavam valores. O promotor ressaltou que ainda está esperando mais informações do Banco do Brasil para fechar o valor exato.

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