BESSA GRILL
Início » Notícias » Policial que participou da Monte Carlo foi assassinado, em Brasília

Policial que participou da Monte Carlo foi assassinado, em Brasília

A operação Monte Carlo colocou na cadeia o contraventor Carlinhos Cachoeira

18/07/2012 06:11

O policial federal Wilton Tapajós Macedo, 54, que integrou a operação Monte Carlo, a que desarticulou o esquema do bicheiro Carlos Cachoeira, foi assassinado nesta terça-feira (17) com dois tiros na cabeça.

Ele foi morto dentro de um cemitério, em Brasília, enquanto o policial visitava o túmulo dos pais.

A Polícia de Brasília já começou a ouvir o depoimento de uma testemunha. Um funcionário do cemitério, que teria presenciado o crime.

A testemunha disse que Wilton foi morto por dois homens que os esperavam no túmulo dos pais. Quando o policial se abaixou apara por água nas flores, foi baleado na cabeça pelas costas. Os assassinos fugiram no carro do próprio policial, o que, segundo a polícia, pode caracterizar o crime como sendo um latrocínio, assalto seguido de assassinato.

O policial estava a pouco mais de 1 ano integrando o núcleo de inteligência da Polícia da Superintendência de Brasília.

No dia 28 de fevereiro, dia que antecedeu a operação Monte Carlo, Wilton monitorou e transcreveu o conteúdo de uma conversa telefônica entre um policial civil e Idalberto Matias de Araújo, que é considerado o principal espião de Cachoeira.

De acordo com o delegado que comandou a Operação Monte Carlo, Mateus Rodrigues, não há registro de que policiais que participaram da operação estariam recebendo ameaças. Porém, parentes do policial federal informaram que ele vinha recebendo ameaças.

A linha de investigação a ser seguida pela polícia será a de latrocínio, mas a hipótese de execução não foi descartada.

Caso seja confirmado que o crime seja uma retaliação pela participação de Wilton na operação Monte Carlo a Polícia Federal assumirá o caso.

Wilton Tapajós Macedo, de 54 anos, era agente federal desde 1988. Ele participou da operação Monte Carlo, que no dia 29 de fevereiro deste ano, prendeu o contraventor Carlinhos Cachoeira e mais 34 pessoas acusadas de exploração do jogo ilegal.