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PF apreende cerca de R$ 800 mil em casa de empresário na PB

21/12/2012 12:00

A Polícia Federal, em cumprimento a mandados de busca, apreendeu documentos, uma arma e uma quantia em dinheiro estimada em R$ 800 mil na cidade de Patos, no Sertão paraibano. A informação é do delegado da Polícia Federal que comandou as apreensões, Derly Brasileiro. Os mandados foram cumpridos na manhã desta quinta-feira (20), em um escritório de contabilidade e na casa de um empresário de 56 anos. No total foram cumpridos quatro mandados.

Derly Brasileiro não divulgou o nome do empresário que estava com o dinheiro, mas informou que há suspeitas de que ele estivesse movimentando grandes quantias de dinheiro em contas fantasmas.

Segundo o delegado da PF, pessoas ligadas ao empresário foram até a Polícia Federal denunciar sobre o possível esquema. “Algumas pessoas chegaram até nós, temendo sofrer algum tipo de represália, para nos contar do esquema. Estas pessoas, especificamente uma senhora que havia trabalhado há 10 anos na casa do empresário como empregada doméstica, estava sendo usada como laranja no esquema. Com estas informações, pedi junto à Justiça Federal, os mandados de busca e eles atenderam. Abri um inquérito há cerca de um mês, e iremos ouvir tanto o empresário quanto alguns gerentes de banco”, explicou o delegado.

Todo o material apreendido foi levado para a delegacia da Polícia Federal em Patos, exceto o dinheiro, que foi levado para a Caixa Econômica para ser contado. Após quebrar o sigilo bancário do empresário, houve a detecção da movimentação de valores estimados em centenas de milhares de reais, segundo Derly Brasileiro.

Ainda conforme a Polícia Federal, foram bloqueados também cerca de R$ 500 mil em uma das contas do empresário, que também é médico. Na tarde desta quinta-feira, a Polícia Federal ouviu gerentes de bancos e funcionários do escritório de contabilidade que prestava serviços ao empresário. Segundo Derly Brasileiro, o empresário prestará esclarecimento na tarde de sexta-feira (21), e não há movitos no momento para pedir um mandado de prisão contra o empresário.

“Ninguém foi preso, estamos apenas ouvindo esse pessoal para saber a origem de todo esse dinheiro”, concluiu o delegado da PF. Caso seja confirmado o esquema fraudulento, os envolvidos podem responder por falsidade ideológica, corrupção e lavagem de dinheiro. Um processo, contra o empresário, tramita em segredo de justiça, segundo Brasileiro.

 

 

 

 

do G1PB