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Amor de cadelinha ” Sandy ” poderá destruir casamento.

Para uma psicóloga e professora universitária que não quis ser identificada, muitas mulheres escolhem não ter filhos porque querem seguir modelos de países de primeiro mundo, e também por falta do instinto maternal.

1/11/2013 01:05

amor pelo cachorro

Um casal   de classe média,  casados há pouco mais de três anos, vivem um verdadeiro drama na vida conjugal e o casamento na iminência de acabar. A jovem tinha uma cadelinha e a considerava com filha, dado ao seu imperioso afeto pelo animal, perdeu a vontade de conceber um filho. Marido quer um filho e daí começa o drama do casal.

Ter um animal de estimação pode ser, para muitas mulheres, o mesmo que ter um filho. Seja gato, cachorro ou coelho, o amor relatado por elas é imenso. A jovem recém-casada, por exemplo, se considera uma mãe de verdade.  Casada há 3  anos, nunca engravidou, mas contou ao portal  que teve uma cadelinha pinscher zero chamada Sandy a qual sempre tratou como se fosse um bebê. “Ela tinha berço, cobertor, brinquedos e dormia no meu quarto”, contou.

Ela  disse que ganhou Sandy de um amigo e que aos seis meses de vida descobriu que a cadelinha era hermafrodita e que passou momentos difíceis com ela. “Eu ganhei a Sandy quando ela tinha 40 dias de vida. Aí um dia ela começou a urinar sangue e resolvi levá-la a uma clínica veterinária.

A médica então me informou que ela não era nem ‘mocinho’ nem ‘mocinha’. Foi então que ela precisou passar por uma cirurgia e não podia ter filhotes. Fiquei muito triste, ainda mais que ela não poderia ter filhotes. Ainda sim sempre a tratei como minha menina. Ela tinha berço, dormia no meu quarto”, disse.

dando de mamar a cahcorro

Para a jovem, os cães são como os humanos: tem amor, fazem companhia, mas infelizmente, ficam doentes. “Eu depositei todo meu amor de mãe na minha cachorrinha. Era amor de mãe para filho. Sempre gostei dela, independente de ela ser doentinha. A Sandy deu cálculo renal, tirou pedra nos rins e assim como eu, ela ficou diabética. E infelizmente ela não resistiu. Foi e é uma dor muito grande. A gente sofre muito quando perde”, desabafou. Depois da morte do bichinho de estimação,  disse que não pretende ter outro cachorro. “Dói muito perder”, concluiu.

Para psicóloga,

Para uma  psicóloga e professora universitária que não quis  ser identificada, muitas mulheres escolhem não ter filhos porque querem seguir modelos de países de primeiro mundo, e também por falta do instinto maternal. “Eu acredito que as mulheres que fazem isso não se arrependem porque geralmente é uma escolha muito bem decidida. Contudo, aos olhos da sociedade, muitas vezes elas podem ser discriminadas e cobradas por terem um animalzinho ao invés de uma criança”, argumentou.

Segundo a psicóloga, em alguns casos os animais de estimação tem sido ‘promovidos’ a filhos porque há uma projeção das expectativas, desejos e vontades do dono, que se torna um mecanismo de defesa do ego. “Muitas vezes não há bom senso nisso. As pessoas começam a tratar o bicho como filho e não colocam limites nem no animal e nem em si mesmas. Elas têm que deixar com que eles criem sua própria identidade”, explicou.