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Mulher bombeia ar manualmente para manter marido vivo nas Filipinas

Homem é uma das vítimas do supertufão Haiyan. Ele teve perna amputada e infecção em hospital de Tacloban.

16/11/2013 10:06

 

filipinas
15/11 – Mulher mantém seu marido vivo ao bombear ar de forma manual em hospital de Tacloban, nas Filipinas (Foto: Philippe Lopez/AFP)

Uma mulher mantinha seu marido vivo ao bombear ar manualmente para seus pulmões nesta sexta-feira (15) em um hospital de Tacloban, nas Filipinas, após ele ficar ferido durante a passagem do supertufão Haiyan pelo país. A cidade foi uma das mais afetadas, e o hospital Divine World, onde o homem estava internado, sofria com a falta de estrutura e de recursos.

A vítima teve uma das pernas amputadas e sofreu uma infecção, o que levou à necessidade de receber oxigenação. A identidade do casal não foi informada.

O hospital operava sem teto, água corrente ou eletricidade. Médicos, enfermeiras e outros funcionários corriam de um lado para o outro entre pacientes com terríveis ferimentos.

O hospital é o único da cidade a continuar funcionando na cidade, além de uma instalação do governo. A tempestade inundou todo o piso térreo do hospital, que tinha 200 leitos, destruindo o aparelho de ressonância magnética que ainda não havia sido pago, máquinas de ultrassom e raio-X, além de laboratórios e salas de emergência.

Nove pacientes morreram durante a passagem do supertufão quando a energia acabou – eles dependiam de aparelhos para sobreviver.

Além do paciente que dependia da ajuda da mulher para sobreviver, havia outros com problemas semelhantes. Três homens aguardavam para ter suas pernas amputadas – um deles tinha uma fratura exposta, e os outros dois grandes feridas abertas.

Mortos
O Conselho Nacional para a Redução e a Gestão das Catástrofes Naturais anunciou nesta sexta um balanço de 3.621 mortes.

Desde a passagem do tufão, há uma semana, 1.140 pessoas foram consideradas desaparecidas, afirmou à AFP Reynaldo Balido, porta-voz do organismo governamental.

O balanço anterior do governo citava 2.360 vítimas fatais e 77 desaparecidos.

Poucas horas antes, o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA, na sigla em inglês) anunciou um balanço de 4.460 mortos.

O organismo afirmou ter obtido os dados da unidade regional do comitê filipino, que no entanto desmentiu os números, antes de anunciar o balanço revisado.

G1