Audiência ônibusA greve dos ônibus da Grande João Pessoa chegou ao fim no início da noite desta quarta-feira (09) após reunião de apresentação da proposta de reunião do TRT com representantes das empresas de transporte coletivo e Sindicado dos Motoristas. Os funcionários do transporte coletivo da Capital e região metropolitana estavam parados desde a segunda-feira (07) reivindicando aumento salarial e unificação do vale-refeição no valor de R$ 500.

Empresários e trabalhadores do sistema de transporte coletivo de João Pessoa fecharam um acordo nesta quarta-feira, no Tribunal do Trabalho da Paraíba. Em audiência presidida pelo desembargador Ubiratan Delgado, ficou acertado reajuste de 9% sobre o piso salarial da categoria, retroativo ao dia 1º de julho, com reflexo nos vales alimentação.

Ficou definida, ainda, a equiparação dos salários dos fiscais e despachantes aos dos motoristas; manutenção das demais condições estipuladas na convenção 2013/2014 e o retorno imediato da categoria ao trabalho. As ausências dos dias 8 e 9 não serão descontadas no salário, ficando o dia 7 para posterior compensação, sem nenhum desconto em folha de pagamento.

Todos os veículos estavam parados na segunda-feira e os usuários de ônibus tiveram que contar com outras formas de locomoção. Carros particulares, transporte alternativo e trem foram mais utilizados durante o primeiro dia da greve. Nesta terça-feira (08), 60% dos ônibus da Grande João Pessoa foram notificados a circular por determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), atendendo ao cumprimento da Lei das Greves. Caso a medida fosse descumprida, seria aplicada ao Sindicato uma multa diária no valor de R$ 50 mil.

Linhas essenciais que atendem áreas periféricas, ônibus de rotas circulares e locais de grande demanda foram a prioridade no atendimento aos usuários para disponibilidade dos 60% da frota. Cerca de 300 mil pessoas dependem do transporte coletivo em João Pessoa e nas cidades vizinhas.

Os pontos acordados entre os representantes das duas categorias foram apresentados no início desta noite de quarta às 18h, aos motoristas em uma assembleia geral. O vice-presidente do TRT disse que, se por acaso, a categoria em greve não acatasse as propostas o processo seria distribuído para um desembargador, que iria relatar o processo e, em seguida, levar para julgamento pelo Tribunal Pleno, composto por dez desembargadores.

“Foi um trabalho árduo para tentar convencer tanto empresários quanto trabalhadores. A nossa intenção aqui era por fim ao conflito e garantir o sistema de transporte coletivo de volta às ruas para atender a população. Acredito que o acordo foi bem razoável”, disse o desembargador Ubiratan Delgado.

Lucas Coelho com TRT