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Messi não brilha, mas Argentina avança para a semifinal da Copa do Mundo

Desta vez o camisa 10 não foi determinante, mas a seleção argentina venceu com autoridade a Bélgica por 1 a 0 e chega às semifinais da Copa do Mundo pelo primeira vez desde 1990

5/07/2014 15:06

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A grande surpresa da vitória da Argentina sobre a Bélgica por 1 a 0 neste sábado, no Estádio Mané Garrincha, pelas quartas de final da Copa do Mundo, é que desta vez Messi não precisou brilhar como de costume. E olha que motivação não faltava ao camisa 10, que completou diante dos belgas seu jogo nº 91 pela seleção argentina, igualando-se ao maior jogador da história do país, Diego Maradona.

Desta vez, sem o brilho de seu maior craque (que perdeu um gol incrível nos acréscimos), exibindo com um jogo sólido e controlando o tempo todo o perigoso time belga, a Argentina conseguiu sua classificação para a semifinal da Copa do Mundo graças a um gol do atacante Higuain, logo aos oito minutos do primeiro tempo. Será a primeira vez que os argentinos chegam à semifinal de um mundial desde a Copa de 1990, na Itália.

Argentina e Bélgica jogaram as oitavas de final da Copa em Brasília, no Mané Garrincha. Foto: Getty Images
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Gol relâmpago

As equipes ainda se estudavam em campo quando a Argentina conseguiu abrir o placar, indo contra o padrão que vem mostrando nesta Copa. Aos 8 minutos, Messi limpou a marcação na intermediária da Bélgica e deu um passe na medida para Di Maria. O meia do Real Madrid fez um lindo passe para Huiguaín que tocou no canto direito de Cortouis, marcando seu primeiro gol neste Mundial.

A desvantagem no marcador abalou o time belga, que demorou a se reencontrar no campo. Mas a partir dos 15 minutos, a equipe conseguia ameaçar a seleção argentina. Até que aos 26, De Bruyne aproveitou uma jogada de contra-ataque, iniciada em uma bola perdida por Messi, e testou forte de longa distância, para defesa de Romero.

Drama argentino

Um jogo que caminhava até com relativa tranquilidade para a Argentina passou a ficar mais complicado aos 30 minutos da etapa inicial. Após tentar uma finalização, o atacante Di Maria, que havia sido o herói na vitória dramática sobre a Suíça na última terça-feira, caiu no chão com dores na coxa direita. Saiu, foi atendido, tentou voltar, mas não teve jeito: precisou ser substituído por Perez.

O desfalque parece ter animado a Bélgica, que conseguia deter a bola nos pés por mais tempo, enquanto a Argentina procurava esfriar o jogo, tentando se reencontrar em campo após a saída de Di Maria. AInda teve uma boa chance aos 40 minutos, em uma falta perigosa na entrada da área, mas que Messi chutou longe do gol.

Pressão argentina

Para quem esperava ver a Bélgica atropelando a Argentina no início da etapa final, eis que o time de Alejandro Sabella criou pelo menos quatro chances reais de ampliar o marcador. A mais importante deles foi aos dez minutos, quando Higuain roubou uma bola no meio-campo e numa arrancada incrível, superou a marcação e de cara para o gol, chutou forte acertando o travessão de Courtouis.

A resposta belga veio do banco de reservas. Aos 15 minutos, o técnico Wilmots mudou todo o ataque: trocou Origi e Mirallas por Lukaku e Mertens, respectivamente, e mandou o time pra frente. Coincidência ou não, no minuto seguinte quase saiu o empate, quando Fellaini ganhou de cabeça  de Basanta e a bola passou perto do gol de Romero.

A pressão presseguiu até o final do segundo tempo, mas em nenhum momento a Argentina teve sua classificação ameaçada pela Bélgica e ainda se deu ao luxo de perder um gol incrível justamente com Messi, nos acréscimos, que poderia ampliar o marcador.

FICHA TÉCNICA

ARGENTINA x BÉLGICA

Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)
Data: 5 de julho de 2014
Horário: 13h (de Brasília)
Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália)
Assistentes: Renato Faverani e Andrea Stefani (ambos da Itália)
Público: 68.551 pessoas
Gols: Higuaín, aos oito minutos do primeiro tempo
Cartões amarelos: Alderweireld (Bélgica) e Biglia (Argentina)
Cartões vermelhos:

ARGENTINA: Romero; Zabaleta, Fernández, Garay e Basanta; Biglia, Mascherano, Lavezzi (Palacio) e Di María (Perez); Messi e Higuaín (Gago).

Técnico: Alejandro Sabella

BÉLGICA: Courtois; Alderweireld, Van Buyten, Kompany e Vertonghen; Witsel, Fellaini e De Bruyne;  Mirallas (Mertens), Origi (Lukaku) e Hazard (Chadli)
Técnico: Marc Wilmots

Por iG São Paulo