BESSA GRILL
Início » Notícias » Jornalista é assaltada em frente ao Comando da PM e maltratada em delegacia

Jornalista é assaltada em frente ao Comando da PM e maltratada em delegacia

A vítima ainda tentou segurar a bolsa, mas o bandido a arrastou por alguns metros

24/04/2013 18:42

Embora o governo do estado se esforce em divulgar números positivos sobre a Segurança, ou a falta dela, na Paraíba, principalmente na região metropolitana de João Pessoa, a sensação é que estamos cada vez mais reféns da violência e em nenhum lugar estamos seguros de verdade. Policiais são trancados em seus agrupamentos enquanto bandidos explodem banco; populares “prendem” ladrões e esperam 40 minutos por uma viatura ou até mesmo usam carro particular como viaturas para transportar meliantes até as delegacias; crianças e seis e três anos são baleadas dentro de casa e pessoas são assaltadas em frente ao Comando Geral da Polícia Militar.

Isso mesmo, nem mesmo o Quartel General da Polícia Militar é capaz de intimidar a bandidagem que aterroriza os cidadãos de bens de João Pessoa.

Na noite desta terça-feira, 23, a jornalista Monica Melo foi assaltada no Centro da Cidade, numa parada de ônibus que fica na Praça Pedro Américo, ao lado do Comando Geral da Polícia Militar e na frente do 1º Batalhão da PM.

Monica deixou a sede do Portal WSCOM, onde trabalha e se dirigiu até a parada de ônibus acompanhada de seu pai. Neste momento, um elemento moreno, de aproximadamente 1,70 de altura, rosto quadrado e magro, se aproximou e se iniciou uma conversa.

Quando a jornalista subiu no ônibus da linha Tambaú, o individuou puxou sua bolsa com tanta força que a derrubou do segundo degrau da porta automática no chão. A vítima ainda tentou segurar a bolsa, mas o bandido a arrastou por alguns metros, tendo ela que soltar a bolsa, pois já estava bastante machucada.

Como se não bastasse o ocorrido, a jornalista ainda teve que aguentar grosseria de um escrivão de polícia civil da 2ª Delegacia Distrital, que sequer colocou seu nome no Boletim de Ocorrência, apenas assinando com letra ilegível. Mônica disse que depois de aguardar mais de 40 minutos, sem que nenhuma ocorrência estivesse sendo registrada na delegacia, ainda ouviu uma bronca do escrivão por ter ido registrar a queixa. O policial perguntou por que ela foi registrar queixa, já que nada de valor teria sido levado, ela explicou que achava importante fazer o B.O, até que seu caso ficasse registrado nas estatísticas de Segurança, a reposta do escrivão foi: “Ah, minha filha uma a mais, uma a menos, não faz diferença”.

 

 

Da redação