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Gil Rugai é condenado a 33 anos pelas mortes do pai e da madrasta

Neste momento, o juiz redige a sentença, que será lida em plenário em breve. Quatro jurados votaram pela culpa e um votou pela absolvição, segundo o promotor Rogério Zagallo

22/02/2013 21:00

O ex-seminarista Gil Rugai foi condenado pelas mortes do pai, Luiz Carlos Rugai, e da madrasta, Alessandra de Fátima Triotino, em 2004. O corpo de jurados respondeu a oito perguntas que deram base a condenação do réu. Neste momento, o juiz redige a sentença, que será lida em plenário em breve. A decisão saiu nove anos depois do crime e após cinco dias de júri popular.

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Alice Vergueiro/Futura Press

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Segundo o promotor Rogério Zagallo, dos sete jurados que votariam, quatro decidiram pela culpa do réu e um pela absolvição. Os votos dos outros dois jurados não precisaram ser abertos, já que a maioria havia decidido pela culpa.

Além de considerar Gil Rugai culpado, a maioria dos jurados (4 votos a 3), concordou que o duplo homicídio foi cometido por motivo torpe, em razão de o réu ter sido afastado da participação dos negócios da vítima, não se conformando com tal situação. Com essa qualificadora, os juiz prescreve uma pena mais longa para o condenado.

Logo após a decisão dos jurados, o promotor Zagallo voltou ao plenário e, chorando, comemorou o resultado com a antiga promotora do caso, Mildred de Assis Gonzales, e com o assistente de acusação.

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Desde segunda-feira, advogados de defesa e acusação travaram o debate sobre a culpa ou inocência do réu . A defesa tentou desqualificar as provas colhidas pela investigação. Já a acusação apostou nos depoimentos de pessoas próximas à família e da casa onde ocorreu o crime.

Os advogados de defesa chegaram a apontar um novo suspeito para o assassinato. Agnaldo Silva , ex-funcionário de Luiz Carlos em sua produtora de vídeo, teria mentido em seu depoimento à polícia ao dirigir a suspeita para Gil Rugai.

Para a acusação, os depoimentos de advogados e ex-funcionários da produtora de Luiz Carlos Rugai, que citam os desfalques na empresa, a mudança de chaves e alarmes do escritório e residência do casal, eram fortes indícios da autoria do crime. Segundo o promotor, não há dúvidas de que o réu assassinou as vítimas porque foi culpado pela falsificação de uma assinatura .

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Advogado de defesa Thiago Anastácio, durante chegada ao Fórum da Barra Funda, nesta terça-feira. Foto: Alice Vergueiro/Futura Press
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Defensores ocupam lugar no Salão do Júri no fórum. Cinco homens e duas mulheres decidirão o futuro de Rugai. Foto: Alice Vergueiro/Futura Press

O crime
De acordo com o Ministério Público, Gil Rugai, então com 21 anos, teria aproveitado o silêncio da noite do dia 28 de março para se aproximar da casa dos pais, na rua Atibaia, em Perdizes, na zona oeste de São Paulo, e arrombar uma das portas a pontapés. Empunhando uma pistola calibre 380, o jovem matou o casal: Alessandra levou seis tiros e Luiz Carlos foi morto depois de receber cinco tiros nas costas

Promotoria e Polícia Civil afirmam que as provas colhidas durante o processo colocam o estudante na cena do crime. Em vão, a defesa tentou provar que o acusado era inocente e que trabalhava na hora do crime.

Antes da decisão desta sexta-feira, a disputa judicial que durou nove anos e já prendeu e soltou Rugai duas vezes, colocou sob suspeita um juiz e uma promotora e gerou uma série de provocações entre defesa e Ministério Público.

 

Do Ig