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Filha de brasileiros foi salva de massacre nos Estados Unidos por professora

17/12/2012 13:05

“A professora de música abriu a salinha anexa, onde ficam os instrumentos musicais, colocou todas as crianças sentadinhas ali e se escondeu com elas lá dentro. Por isso a minha filha está viva.”

O mecânico carioca Arnaldo Porto rememora a experiência da filha Gabriela, 9, na escola primária de Sandy Hook, onde o atirador Adam Lanza, 20, matou 20 crianças e seis adultos antes de se suicidar, na sexta-feira.

Gabriela ouviu um tiro pelo sistema de alto-falante da escola. Rapidamente, a professora trancou a porta da sala e escondeu as crianças, que começaram a chorar, assustadas. A professora pediu que todas ficassem caladas e deu balas para elas.

“Recebemos um comunicado automático dizendo que a escola havia sido fechada, uma emergência. Isso já aconteceu algumas vezes antes, eu estava tranquilo pela manhã”, conta Arnaldo.

“Só que ligaram depois para a Alessandra, minha mulher. Uma americana dizia que estava com minha filha e outras crianças no Corpo de Bombeiros e que era para buscá-la. Como eu estava em casa, fomos buscá-la os dois.”

O casal viu vários carros policiais cercando a escola e o vizinho Corpo de Bombeiros, em uma pequena colina cercada por um bosque.

“Foi difícil chegar: todos os pais, de uns 600 alunos, correndo para saber o que aconteceu. Começamos a ouvir sobre um atentado, mas ninguém tinha a menor ideia da gravidade. Tive que preencher um papel de que estava retirando a minha filha, para o controle deles. Fiquei meia hora nos bombeiros.”

Só ao voltar para casa é que o pai teve a dimensão do que aconteceu e começaram a falar das 20 crianças e das professoras assassinadas.

 

 

 

 

da Folha