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Exclusivo: Oficiais não foram expulsos das fileiras da Policia Militar da Paraiba

Apenas foram submetidos ao Conselho Superior da PM

24/07/2013 13:22

Major Gutemberg da PM

Fortes comentários surgiram na manhã desta quarta-feira(24)  nos corredores dos quarteis da Polícia Militar e em  outras instituições  de que   o major Gutemberg Nascimento de Lima e seu irmão o cap. Neubom Nascimento de Lima, haviam sido expulsos das fileiras da Polícia Militar. Os comentários  foram generalizados e questionados  até fora da instituição militar.

Um Ten.Cel. Reformado chegou a confirmar tais comentários, que não passam de boas. Um Cel. da ativa de bastante credibilidade nos informou que os oficiais foram apenas submetidos ao conselho   superior da instituição militar e que todas as acusações que são imputadas  aos oficiais serão julgadas pelo egrégio Tribunal de Justiça da Paíba e que ambos terão amplo direito de defesa o que está assegura do na Constituição Vigente do País, em sendo assim, não passa de boatos de que os oficiais foram expulsos da Corporação.

Veja matéria pública no Jornal da Paraíba, em data de 17 de janeiro do corrente ano, que deram origem aos fatos ora envolvidos os  oficiais.

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Policiais militares podem ser expulsos na Paraíba(17-01-2013) Públicado  no Jornal da Paraiba.

O major Gutemberg Nascimento de Lima, o capitão Neubom Nascimento de Lima e o sargento Erivaldo Batista Dias podem ser expulsos da Polícia Militar, antes do julgamento do processo judicial por formação de milícias ligadas ao tráfico de drogas e extermínio de pessoas. O comandante-geral da PM, coronel Euller Chaves determinou, na última terça-feira, a instauração de conselhos para apurar e julgar a capacidade deles de permanecerem “nas fileiras da corporação”. Eles foram presos na Operação Squadre da Polícia Federal, em novembro do ano passado, por formação de grupos paramilitares.

De acordo com o tenente-coronel Ricardo Maia, corregedor substituto da PM, foram formadas três conselhos, dois de justificação que irão apurar as condutas praticadas pelos oficiais Gutemberg e Neubom, e um disciplinar, especifica para o praça Erivaldo. “As comissões, formadas por três policiais da ativa, irão apurar se os comportamentos deles afetaram a ética, o decoro e a disciplina exigidos pela profissão. Não entramos no mérito dos crimes a eles imputados” explicou o corregedor substituto da PM.

O prazo para conclusão de cada relatório é de 30 dias, prorrogável por mais 20. Ao menos o sargento Erivaldo pode ser expulso da PM pelo coronel Euller, mediatamente após o término da apuração, se a comissão assim determinar, porque ele é praça. A expulsão dos outros dois oficiais requer também determinação do Tribunal de Justiça e pode acontecer somente após o trânsito em julgado da ação penal.

“Eu sempre indico que a instauração dos conselhos seja feita após o trâmite julgado dos processos criminais, mas o coronel Euller determinou que a apuração começasse imediatamente”, informou Ricardo Maia.

Todos os envolvidos serão avaliados

De acordo com o corregedor da PM, todos os policiais militares flagrados pela Operação Squadre atuando em grupos de extermínio, como segurança ilegal e em grupos de extorsão serão levados a Conselhos de Justificação e Disciplina. “A medida que os conselhos forem concluindo seus relatórios, serão divulgadas novas portarias pelo comandante da PM para que novas apurações da capacidade dos policiais de continuarem na corporação serão iniciados. É um processo que requer tempo, mas que será continuo”, garantiu o tenente-coronel Ricardo Maia.

Investigações da Squadre

A Operação Squadre foi deflagrada na madrugada do dia 9 de novembro do ano passado. Ela foi o resultado de um ano de investigações feitas pelo setor de inteligência da Polícia Federal, com o apoio do Ministério Público e da Secretaria da Segurança Pública.

O objetivo foi desarticular grupos milicianos acusados de praticar vários crimes na Paraíba, como tráfico e comércio ilegal de armas e munições, segurança privada armada clandestina, extorsão, corrupção, lavagem de dinheiro e extermínio de pessoas.

Ao todo, foram expedidos 75 mandados, sendo 35 de prisão preventiva, dez de prisão temporária e buscas, 11 de condução coercitiva de pessoas e 19 de busca e apreensão de documentos nas cidades de João Pessoa, Bayeux, Cabedelo, Santa Rita, Alhandra, Mari, Cajazeiras, na Paraíba; e em Recife e Petrolina, no estado de Pernambuco.